
Durante uma conferência no Texas, nos Estados Unidos, no sábado (28), o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República em 2026, citou que o Brasil "vai ser campo de batalha" na disputa por minerais e apontou o país como peça-chave no cenário internacional, especialmente na disputa entre os Estados Unidos e a China.
A declaração foi dada durante a participação do senador na edição de 2026 da Conservative Political Action Conference (CPAC), um dos principais eventos do movimento conservador do país norte-americano.
“O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, manifestou Flávio.
O pré-candidato ainda pediu que "o mundo livre inteiro" observe as eleições do Brasil com atenção. O parlamentar ainda reforçou a necessidade de uma “pressão diplomática por eleições livres e justas baseadas em valores de origem americana”.
O discurso provocou reações da ministra de Secretaria de Relações Institucionais do Brasil, Gleisi Hoffmann. Nas redes sociais, ela afirmou que Flávio e o irmão, Eduardo, foragido da Justiça, estavam nos EUA fazendo "juras de subserviência a Donald Trump".
"Eles nem conseguem disfarçar que seu projeto é entregar o país aos interesses estrangeiros. Imaginam que o povo brasileiro esqueceu que essa família levou o país para o Mapa da Fome, destruiu nossa economia e é responsável pelas centenas de milhares de vítimas da Covid", ressaltou ela. Gleisi ainda observou que, conspiraram com os EUA para impor o tarifaço no Brasil.
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