A transferência do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para a Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, na noite da última quinta-feira (19), foi interpretada por deputados e senadores como um sinal de que ele deve fechar um acordo de delação premiada.
A transferência deixou o Congresso mais agitado, principalmente entre políticos do Centrão, que estão preocupados com a possibilidade de serem citados por Vorcaro. O banqueiro estava preso na Penitenciária Federal de Brasília e foi levado para a PF após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme noticiado pelo Metrópoles, na coluna de Manoela Alcântara, Vorcaro assinou um termo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e com a Polícia Federal (PF). O documento abre caminho para uma possível delação premiada.
Nos bastidores do Congresso, tanto os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto os da oposição pretendem usar o assunto como arma política.
Já o Centrão está tentando acalmar as coisas e evitar que o tema ganhe força. A avaliação é que a CPMI do INSS acabou chegando ao caso durante as investigações, mas não deve haver esforço para investigar mais a fundo.
Parlamentares acreditam que o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), não vai prorrogar a comissão nem criar um grupo novo só para apurar o Banco Master.
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