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Coronel nega tentativa de controle do Republicanos

Senador afirmou que a aproximação com o partido evoluiu rapidamente.

19/03/2026 08h10 Atualizada há 1 hora
Por: Karoliny Dias Fonte: Tribuna da Bahia
Foto: Pedro Franca/Agência Senado
Foto: Pedro Franca/Agência Senado

O senador Angelo Coronel revelou os bastidores de sua filiação ao Republicanos durante entrevista à rádio Baiana FM ontem (18). Ele e os filhos, Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, oficializaram a entrada na legenda na última terça-feira, após semanas de especulações sobre o futuro político da família. Segundo o parlamentar, o movimento foi articulado a partir de um convite do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Ele também se posicionou sobre os rumores de que tentou controlar a legenda ligada à Igreja Universal do Reino de Deus.

Na rádio, Coronel afirmou que a aproximação com o partido evoluiu rapidamente após o primeiro contato. Ele relatou que, depois do convite, iniciou diálogo com o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, e, em seguida, com o presidente estadual, Márcio Marinho. Também mencionou conversas com o prefeito de Salvador, Bruno Reis, e com o ex-prefeito ACM Neto, que, segundo ele, apoiaram a decisão.

“Tudo nasceu com um convite de Hugo Motta a Diego Coronel para que a gente viesse ao partido. A partir daí abrimos uma conversa com o presidente nacional Marcos Pereira, e depois conversamos com Márcio Marinho que viu com bons olhos o nosso ingresso no grupo. Depois falamos com Bruno Reis e ACM Neto que também deram toda a força para que a gente entrasse no Republicanos e ontem aconteceu o ponto final com a nossa assinatura de filiação”, disse.

O senador negou que tenha havido qualquer tentativa de assumir o comando do partido na Bahia, rechaçando rumores de disputa interna com Márcio Marinho. Coronel afirmou que sua postura é de diálogo e construção coletiva, e disse que a prioridade, neste momento, é fortalecer a legenda no estado. Ele também projetou a ampliação das bancadas do Republicanos na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), destacando a meta de eleger seis deputados federais e oito estaduais nas próximas eleições.

O agora republicano também comentou o cenário eleitoral para o Senado e projetou uma disputa equilibrada com o senador Jaques Wagner, do PT. Ele reconheceu o peso político do adversário e afirmou que o resultado será definido nos detalhes. De acordo com a última pesquisa Real Time Big Data, ambos aparecem tecnicamente empatados na segunda colocação.

“Jaques Wagner é um ícone da política. Eu sou um peão da política em relação a Jaques Wagner. Eu estou formando gordura nos ossos. Todo mundo dizia que eu não tinha voto. Então a eleição vai ser uma prova para mim, se eu tenho gordura nos ossos ou não. Possa ser que agora eu tenha mais votos, possa ser que Wagner tenha mais, isso faz parte. Na outra eleição Wagner teve 34% dos votos e eu 32%. O voto foi praticamente casado e agora que nós descasamos será a prova dos 9 de quem tem mais voto”, afirmou o senador.

Durante a entrevista, o parlamentar ressaltou que a próxima eleição será um teste de força política individual, já que, no pleito anterior, ele e Wagner dividiram votos em uma composição conjunta. Agora, em campos opostos, o senador avalia que o desempenho nas urnas indicará quem tem maior capacidade de mobilização eleitoral.

Coronel integra a chapa de oposição liderada por ACM Neto, ao lado do ex-ministro João Roma, que também disputa uma vaga ao Senado. A configuração amplia a competitividade da corrida eleitoral e deve intensificar o embate entre os principais grupos políticos do estado.

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