Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra o agricultor Sidrônio Moreira comemorando a saída de um líquido escuro de um poço artesiano. O caso repercutiu nacionalmente e deu visibilidade a um suposto achado de petróleo no Sítio Santo Estevão, zona rural de Tabuleiro do Norte (CE).
As imagens mostram o momento em que a família celebra o que acreditava ser água para os animais. Com as suspeitas de que o líquido pode ser petróleo, o caso agora é objeto de investigação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O registro foi feito em novembro de 2024 na propriedade, que fica localizada no topo da Chapada do Apodi, no Baixo Vale do Jaguaribe, a cerca de 35 quilômetros da sede do município.
A ANP confirmou a abertura de um procedimento administrativo para apurar a natureza da substância. O material foi encontrado a cerca de 40 metros de profundidade e apresenta odor característico de hidrocarbonetos e propriedades inflamáveis, conforme análises preliminares do Instituto Federal do Ceará (IFCE) em parceria com a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa).
Os testes físico-químicos realizados em Mossoró (RN) apontaram que a substância é uma mistura de hidrocarbonetos com densidade e viscosidade muito semelhantes ao petróleo extraído na modalidade onshore (em terra) na Bacia Potiguar.
Embora o município de Tabuleiro do Norte não integre atualmente nenhum bloco oficial de exploração, o ponto da descoberta fica a apenas 11 quilômetros da área delimitada mais próxima.
ANP
Apesar da notificação ter sido enviada pela família e pelo IFCE em julho de 2025, a ANP oficializou a investigação apenas no final de fevereiro de 2026, após a repercussão das imagens. A agência informou que instaurou processo administrativo para avaliar a magnitude do achado.
A agência informou que acionará o órgão ambiental competente para monitorar possíveis riscos de contaminação. De acordo com o comunicado, a confirmação definitiva depende de laudo de laboratório credenciado pelo próprio órgão.
Regulação
No Brasil, os recursos minerais do subsolo pertencem à União. O processo entre a confirmação da jazida, o leilão de blocos e a efetiva extração comercial pode levar anos e depende de viabilidade econômica.
Em busca de água
Enquanto aguarda o desfecho burocrático, a família Moreira enfrenta dificuldades financeiras e logísticas. O agricultor utilizou economias e empréstimos para as perfurações frustradas e hoje depende de carros-pipa para manter a propriedade. Novas tentativas de buscar água foram suspensas devido ao risco de contaminação do lençol freático pelo óleo, uma vez que o poço está a poucos metros da residência.
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