O PT adotou a estratégia de tratar a saída do senador Angelo Coronel da base governista como “página virada”. A linha foi reforçada pelo secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares, em entrevista à TV Band, e repete o tom já utilizado pelo senador Jaques Wagner (PT), que, recentemente, também afirmou que o episódio está encerrado no âmbito da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Ao comentar as especulações sobre uma possível mudança na chapa majoritária na Bahia e até mesmo sobre uma eventual substituição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato à reeleição, Éden afastou qualquer possibilidade de alteração no cenário. Segundo ele, tanto Jerônimo quanto Lula são nomes definidos para disputar novamente os cargos.
“Essa história de Lula estar preocupado com o palanque na Bahia e a troca é suposta história, é suposta a preocupação. Não há a menor possibilidade de a gente trocar Lula ou Jerônimo como candidatos à reeleição. Isso é prego batido e invertido há muito tempo e nós estamos trabalhando pela reeleição do governador Jerônimo, temos muita confiança na condução dele, na reeleição dele, como temos muita confiança na condução e na reeleição do presidente Lula”, destacou Éden Valadares.
Sobre as declarações de Lula durante a comemoração dos 46 anos do PT, em Salvador, quando elogiou o senador Jaques Wagner, Éden afirmou que o presidente se referia ao conjunto do partido na Bahia. “O que ele quer dizer é que Wagner é o PT na Bahia, ele está falando que é a condução da gente aqui, e o presidente Lula diz isso sempre”, afirmou o secretário de Comunicação do PT.
“Então assim, não é salto alto, é porque quem está aqui somos nós, é o governador Jerônimo, o senador Wagner, o senador Otto Alencar. E insisto, a possibilidade de troca é zero. E Coronel, na minha opinião, é jornal de ontem, assunto superado. Coronel, para nós hoje, é pauta da oposição”, ressaltou Éden.
Alinhamento
A declaração está alinhada à recente fala de Jaques Wagner, que, no início desta semana, também classificou o tema como superado. Em entrevista coletiva, o senador afirmou que o caso é “página virada” nas discussões envolvendo a base aliada. “Não dá para ser independente tendo crescido junto com o grupo. Otto manteve a posição e eu agradeço. Não tem nada a criticar de Coronel. Eu acho que ele deu um passo que achou ser o melhor. Eu não acho que era o melhor”, ponderou.
Wagner ainda afirmou que Coronel já dava sinais de distanciamento, mesmo após ter recebido propostas para permanecer no campo governista, inclusive para assumir suplência ao Senado. “Uma proposta como essa ele também achou ruim. Mas tudo bem, ele foi e para mim é página virada”, afirmou o ex-governador baiano.
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