O Brasil foi oficialmente reconhecido nesta sexta-feira (06), em Paris, como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A cerimônia de certificação reuniu autoridades de diversos países e contou com a participação do secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo, que representou o estado no evento.
A Bahia teve papel de destaque nessa conquista histórica, fruto de políticas públicas eficientes, investimentos contínuos em defesa sanitária e da articulação entre o governo, o setor produtivo e os técnicos da agropecuária. “Essa certificação coloca o Brasil e a Bahia em posição privilegiada no cenário global, abrindo novas possibilidades para a exportação de carne bovina e seus derivados. Nosso estado possui o maior rebanho bovino do Nordeste e agora ganha ainda mais competitividade em mercados exigentes como União Europeia, China e Estados Unidos”, destacou Pablo Barrozo.
O reconhecimento internacional reforça o padrão de qualidade da cadeia produtiva baiana, que tem sido consolidado através de ações do Governo do Estado, por meio da Seagri e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). “É um trabalho de longa data, baseado em investimentos estratégicos em equipamentos, estrutura, insumos e, principalmente, na qualificação da equipe técnica, sempre com foco na segurança sanitária e na valorização do agro baiano”, completou o secretário.
Exportações devem crescer
Com o novo status sanitário, a expectativa é de crescimento expressivo nas exportações de carne bovina. Em 2024, a Bahia exportou cerca de 6 mil toneladas, com faturamento de aproximadamente R$ 26 milhões. O reconhecimento da OMSA posiciona o estado entre um seleto grupo de apenas 65 países no mundo com essa certificação, o que deve impulsionar o acesso a novos mercados e elevar o valor agregado dos produtos.
A Bahia tem trajetória histórica de protagonismo no combate à febre aftosa. Foi o primeiro estado a criar uma agência estadual de defesa agropecuária – a ADAB, fundada em 1999 – e obteve em 2001 a certificação de Zona Livre com Vacinação pela então OIE (hoje OMSA).
Sobre a febre aftosa
Altamente contagiosa, a febre aftosa afeta animais de casco fendido, como bovinos, suínos, caprinos, ovinos e búfalos. A doença causa febre alta e lesões na boca, patas e úbere, impactando diretamente a produção e provocando restrições ao comércio internacional.
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