Com pedágios suspensos nesta quinta-feira, 15, as BRs 324 e 116 estão oficialmente fora do comando da ViaBahia, após o fim do contrato de concessão. Agora, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) assume temporariamente o lugar da empresa, até que uma nova concessionária seja escolhida. Neste período, a nova gestão terá de lidar com desafios para manter as vias em ordem.
“O DNIT entra com a missão importante de recuperar as rodovias, que passaram por um período bastante difícil. Serão alocados recursos para que deixemos os trechos numa condição melhor de uso, do jeito que a população espera. É um grande desafio, porque serão as primeiras rodovias operadas pelo DNIT”, conta o superintendente regional do departamento na Bahia, Roberto Alcântara.
De acordo com Roberto, desde a 00h da quinta-feira, equipes estão em campo trabalhando na manutenção da BR-324 e BR-116, com cerca de 1000 funcionários e centenas de equipamentos: “É uma força tarefa, desde o primeiro minuto de gestão. Enquanto o DNIT estiver administrando, estaremos fazendo serviços de ‘tapa buraco’, revestimento da rodovia, sinalização vertical e horizontal, limpeza de dispositivos de drenagem e bueiros. Além disso, vamos garantir o controle de velocidade nos pontos mais críticos. Todos os radares serão removidos pela ViaBahia, e nós teremos que reimplementar em torno de 100 deles”.
Alcântara promete manter serviços operacionais, como a oferta de guinchos, ambulâncias, centros de monitoramento, remoção de animais e veículos de combate a incêndio. Segundo ele, a estimativa é de até R$400 milhões que serão destinados pelo poder público à gestão provisória.
O acordo para que a ViaBahia deixasse a administração dos trechos foi feito após uma longa negociação com o Ministério dos Transportes e o Tribunal de Contas da União (TCU).
A suspensão do contrato se deu devido a queixas contra a então gestão e o descumprimento de obrigações contratuais.
O Ministério da Casa Civil chegou a classificar a situação da empresa como “grave”. “Nossas estradas não tiveram o devido cuidado na última década. Agora, esperamos dar uma condição muito melhor de trafegabilidade”, comenta Roberto.
Para o taxista Damião Rocha (56), a expectativa é de que a situação ruim possa ser contornada. Morando em Salvador, ele utiliza a BR-324 como rota aos finais de semana para ir a sua casa de veraneio em Madre de Deus. “Eu acho que agora vai melhorar, porque não é possível ficar pior do que está. Tem muito buraco, e o acostamento deveria ser maior, isso tudo tem que ajeitar. Tomara que ajeitem”, afirma.
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