Com a proposta do presidente Jair Bolsonaro (PL) em conceder reajuste a todos os servidores e ainda fazer um agrado a carreiras policiais às portas das eleições, o governo vai precisar bloquear cerca de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano para acomodar a alta em despesas obrigatórias.
Somado a isso, há ainda uma ampliação de aproximadamente R$ 2 bilhões na despesa dos demais poderes (Legislativo e Judiciário), somando R$ 17 bilhões em remanejamentos, mas essa parcela menor não precisará ser bloqueada.
A decisão final sobre o tamanho do corte é prevista para esta quinta-feira (19) em reunião da JEO (Junta de Execução Orçamentária), formada pelos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia).
Os cálculos internos apontam que o Executivo precisa de mais R$ 4,6 bilhões para conseguir bancar o reajuste linear de 5% para todos os servidores. O custo total da medida é de R$ 6,3 bilhões, mas o Orçamento já tem uma reserva de R$ 1,7 bilhão.
Os técnicos também estão prevendo uma ampliação de R$ 300 milhões a R$ 400 milhões para acomodar uma reestruturação pontual das carreiras da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e do Depen (Departamento Penitenciário).
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