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COVID-19 Vacina

“Não há possibilidade de paralisar a vacinação no Brasil”, afirma Queiroga

Ministro disse à CNN que, apesar da falta de matéria-prima, tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz vão continuar produzindo vacinas

08/04/2021 16h32
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Por: Reginaldo Junior Fonte: CNN Brasil
Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo
Foto: Mateus Bonomi/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O ministro da saúde, Marcelo Queiroga, afirmou à CNN que “não há possibilidade de paralisar a vacinação no Brasil” por falta de insumos. Queiroga reconheceu que há atraso na entrega do IFA (insumo farmacêutico ativo), principal matéria-prima da vacina, mas disse que tanto o Instituto Butantan quanto a Fundação Oswaldo Cruz vão continuar produzindo vacinas.

“A Meta de vacinar um milhão de pessoas por dia está mantida”, afirmou o ministro.

Queiroga disse ainda que o governo está dialogando com outros países para garantir a chegada de vacinas e de insumos e, com isso, acelerar a vacinação no país. “O chanceler Carlos Alberto Franco França está em contato com China, Índia, Rússia e EUA.”

Nesta quarta-feira (7) a CNN antecipou a paralisação no envase da Coronavac, vacina distribuída pelo instituto Butantan. Sem o insumo farmacêutica, a produção de novas doses está comprometida. Segundo o instituto, a nova remessa dos insumos, que deveria chegar nesta semana, está “prevista para a próxima semana”.

Após jantar com empresários em São Paulo na noite desta quarta-feira, Queiroga afirmou ter conversado com o embaixador da China no Brasil para tratar sobre o atraso nos insumos.
“Tivemos com o embaixador Yang Wanming, e ele tem sido muito sensível a essa questão. Vamos continuar dialogando para buscar superação dessa questão do IFA.”

O Distrito Federal é uma das unidades da federação que precisou paralisar a vacinação de pessoas com 66 anos. Somente 6% do público nessa faixa etária foi vacinado na capital do país. Ao contrário do que recomenda o Ministério da Saúde, o governador do DF, Ibaneis Rocha, preferiu reservar a maior parte das vacinas para aplicação da segunda dose.

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