O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que falhas de manutenção, problemas no sistema da aeronave e uma cultura organizacional de omissão de irregularidades contribuíram para a queda do avião da Voepass que matou 62 pessoas, em agosto de 2024, em Vinhedo (SP). O relatório foi divulgado nesta quinta-feira (23).
A investigação identificou que tripulações anteriores já haviam registrado alertas relacionados ao acúmulo de gelo e ao sistema de degelo, mas essas ocorrências não eram formalmente comunicadas. Segundo o Cenipa, a empresa também apresentava fragilidades nos processos de manutenção, incluindo a reutilização de componentes com defeito em outras aeronaves.
Durante o voo, o sistema emitiu diversos avisos sobre o acúmulo de gelo e a perda de velocidade provocada pelo problema. Os investigadores apontaram que os procedimentos previstos para essas situações não foram seguidos, o que, aliado às falhas técnicas e ao excesso de tarefas enfrentado pela tripulação, levou à perda de controle da aeronave.
O Cenipa afirmou que a cultura organizacional da companhia teve papel determinante no acidente. A análise de cerca de 15 mil voos da Voepass também identificou centenas de ocorrências de degradação de desempenho que não foram comunicadas às autoridades, embora devessem ser reportadas.
Ministérios Guilherme Boulos e deputados do MDB disputam ministério de peso no governo Lula
Maioridade penal Após pedido de Lula, Alcolumbre barra votação imediata de PEC da Maioridade
Proposta Entenda a diferença entre o voto proporcional e o voto distrital misto
Mudanças Da atuação das polícias ao combate às facções: entenda o que muda com a PEC da Segurança
Bets Padilha defende proibição das bets e cita impacto no SUS
PEC da Segurança Entenda a PEC da Segurança Pública que prevê penas mais rígidas para faccionados e milicianos e novas atribuições para PF 
Mín. 22° Máx. 38°
Mín. 21° Máx. 39°
Tempo limpoMín. 22° Máx. 38°
Tempo limpo


