O deputado federal Leur Lomanto Jr. (União Brasil) manifestou indignação ao classificar como “inaceitável” o acordo que prevê o pagamento de uma indenização de R$ 892 milhões à ViaBahia, em decorrência do fim do contrato de concessão das BRs 324 e 116. O parlamentar criticou duramente a concessionária, que, segundo ele, foi negligente na manutenção das rodovias ao longo dos anos, causando danos à população baiana.
“É inadmissível que a ViaBahia, após anos de negligência na conservação das BRs 324 e 116, receba uma indenização de quase 1 bilhão de reais. A população da Bahia, que enfrentou estradas mal conservadas, buracos e altos custos com pedágios, agora é penalizada mais uma vez com essa decisão. A concessionária falhou em oferecer serviços de qualidade, e ao invés de ser responsabilizada, será beneficiada com uma quantia astronômica de recursos públicos. Os donos da ViaBahia deveriam estar presos, não serem indenizados. Isso é um desrespeito com o povo baiano”, disparou Leur Lomanto Jr.
O deputado também destacou o impacto fatal das más condições das rodovias. “Além das perdas econômicas, milhares de vidas foram ceifadas por conta do abandono dessa empresa. A ViaBahia não cumpriu seus compromissos, não realizou as obras necessárias e contribuiu para tragédias que poderiam ter sido evitadas”, acrescentou.
Além das críticas de Leur Lomanto Jr., o vereador Antônio Carolino (DC), que tem atuado na Câmara de Vereadores de Salvador (CMS) contra a concessionária, reforçou as denúncias sobre os danos causados pela ViaBahia. O edil é testemunha em investigações conduzidas pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre irregularidades envolvendo a concessionária, especialmente em relação à duplicação da BA-528, no perímetro urbano de Salvador.
“O histórico da ViaBahia é de 15 anos de péssimos serviços prestados aos baianos. Além disso, foram causados danos emocionais e materiais a cerca de 600 famílias das comunidades que margeiam a BA-528, como Bosque Imperial de Inema, Loteamento das Mangueiras, Mariango e Beira-Rio. A concessionária agiu de forma insensível, ameaçando expulsar essas famílias, muitas delas morando há mais de 40 anos no local, sem oferecer nenhuma compensação financeira”, afirmou Carolino.
O vereador destacou que, enquanto a ViaBahia busca uma compensação milionária, são as comunidades afetadas que deveriam ser indenizadas. “Aqui na Câmara, fiz o que pude para proteger os soteropolitanos dessa empresa perversa. A ViaBahia vai embora sem deixar saudades, mas antes disso, precisa pagar pelos danos emocionais e materiais que causou. Sou testemunha nesse processo, e lutarei para que os baianos recebam as indenizações que merecem”, concluiu.
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