O prefeito de uma cidade no interior do Maranhão afirma que o pastor Arilton Moura pediu o pagamento de R$ 15 mil antecipados para protocolar as demandas da prefeitura junto ao Ministério da Educação (MEC) e mais um quilo de ouro após a liberação dos recursos. A informação foi publicada pelo jornal O Estado de São Paulo nesta terça-feira. Moura, que não tem cargo púbico, é apontado como um dos integrantes de um suposto gabinete paralelo dentro do MEC.
Segundo o prefeito do município de Luis Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB), o pastor pediu um quilo de ouro, além do pagamento em dinheiro.
De acordo com a reportagem, a conversa do prefeito com o pastor ocorreu em abril de 2021 durante um almoço no restaurante Tia Zélia, em Brasília, logo após uma reunião com o ministro Milton Ribeiro, dentro do Ministério da Educação. A reunião no ministério, fora da agenda oficial do ministro, foi uma das diversas solicitadas pelos pastores Arilton e Gilmar.
Na segunda-feira, o jornal "Folha de S. Paulo" divulgou um áudio de uma reunião na qual Milton Ribeiro afirma que houve um "pedido especial" de Bolsonaro para atender aos pleitos do pastor Gilmar Santos. Ele e outro líder evangélico, pastor Arilton Moura, que não têm ligação com a administração pública, são apontados como articuladores de uma espécie de gabinete paralelo do ministro, ao intermediar reuniões entre prefeituras e a pasta para liberação de recursos, conforme revelou o jornal "O Estado de S. Paulo".
Em nota, o ministro da Educação negou que o presidente Jair Bolsonaro tenha pedido atendimento preferencial a prefeituras apadrinhadas por pastores. Ribeiro afirmou ainda que todas as solicitações feitas à pasta são encaminhadas para avaliação da área técnica.
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