O número de diagnósticos positivos para Covid-19 voltou a crescer na cidade de São Paulo. Segundo informações divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo, hospitais da capital paulista identificaram um aumento expressivo nos resultados positivos em outubro, enquanto dados da Secretaria Estadual de Saúde também apontam uma elevação recente na circulação do coronavírus.
No Hospital Sírio-Libanês, foram registrados 70 testes positivos no mês passado. O número representa um salto em relação a setembro, quando houve 19 confirmações, e agosto, que contabilizou 12. O resultado de outubro foi o maior registrado pela unidade em 2026.
A participação do coronavírus entre os agentes respiratórios identificados pelo hospital também aumentou: passou de 8% em setembro para 23% em outubro.
Outro levantamento que aponta a tendência foi feito pelo Hospital Santa Catarina – Paulista. A unidade contabilizou 98 casos positivos atendidos no pronto atendimento e na internação em outubro. Em setembro, haviam sido 57 registros, enquanto agosto teve 18.
Covid avança, mas números seguem abaixo dos registrados em 2025
Apesar do crescimento recente, o cenário da doença na capital paulista ainda é menos grave do que o observado no mesmo período do ano passado.
Até 6 de novembro, São Paulo registrou 348 casos e 45 mortes por Covid-19 em 2026. No mesmo intervalo de 2025, foram contabilizadas 1.099 infecções e 185 óbitos.
De acordo com a publicação, a alta também aparece no monitoramento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O boletim InfoGripe divulgado na quinta-feira (5) identificou aumento de casos graves da doença em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Distrito Federal. Segundo o levantamento, porém, a incidência permanece baixa na maioria dessas unidades da federação.
Vacinação contra Covid continua sendo principal proteção
Mesmo sem indicar motivo para pânico, a Secretaria Estadual de Saúde reforça a importância de manter a vacinação em dia. O diretor da Divisão de Imunização da pasta, José Santana, alertou que a vacina continua sendo a principal forma de reduzir o risco de complicações e internações.
A imunização está disponível na rede pública e contempla grupos prioritários, como crianças pequenas, idosos e gestantes, além de pessoas com condições especiais de saúde.
A orientação é que a população procure uma unidade de saúde para verificar se está com o esquema vacinal atualizado.