Ao não reconhecer o resultado das eleições presidenciais brasileiras, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está isolado. Essa é a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Conforme noticiou o portal Metrópoles, os auxiliares do Executivo federal acreditam que não há espaço para questionamentos ao pleito eleitoral, já que o resultado foi reconhecido por lideranças internacionais, partidos brasileiros (inclusive o PL, legenda do candidato derrotado, Flávio Bolsonaro) e representantes do Legislativo e Judiciário.
Além dos Estados Unidos, países aliados de Trump como Argentina e Israel, não parabenizaram Lula nem reconheceram oficialmente a sua vitória. Javier Milei foi o único chefe de Estado da América do Sul a não cumprimentar o presidente brasileiro reeleito.
Outros líderes da direita na região, como o colombiano Abelardo de la Espriella, o paraguaio Santiago Peña, o chileno José Antonio Kast e o equatoriano Daniel Noboa foram na direção contrária e fizeram os cumprimentos ao petista.
Nas urnas, Lula teve 64 milhões de votos contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro. A gestão petista entende que o resultado enfraqueceu a articulação política do filho de Jair Bolsonaro no exterior. O entendimento é que o governo federal está mais fortalecido no cenário atual do que estava no ano passado, durante a crise do tarifaço.