Dois homens suspeitos pelos assassinatos do vereador Gleiber da Mota Fernandes e do assessor parlamentar Diego Castro Reis, ocorridos em novembro do ano passado, em Santo Amaro, foram presos na manhã desta quarta-feira, 28, em Salvador e Camaçari.
Os investigados foram localizados no âmbito da Operação Sombras da Madrugada, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Durante a ação, que também abrangeu o município no qual ocorreu o crime, foram apreendidos:
A operação foi realizada pela 3ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Santo Amaro), com o apoio de equipes da 1ª Coorpin/Feira de Santana, da 4ª Coorpin/Santo Antônio de Jesus e do Departamento de Polícia Metropolitana (Depom), além do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e da Polícia Militar da Bahia (PMBA).
Como Gleiber e Diego foram assassinados?
O vereador de Santo Amaro da Purificação, Gleiber da Mota Fernandes, de 37 anos, conhecido como Gleiber Júnior (Avante), e seu assessor, Diego Castro Reis, de 23, foram encontrados mortos na madrugada de 9 de novembro, em uma fazenda pertencente à família do parlamentar.
Na época, testemunhas relataram ter ouvido diversos disparos nas primeiras horas da manhã. Ainda segundo os relatos, homens armados teriam invadido a propriedade e atirado contra as vítimas.
Gleiber Júnior presidia o partido Avante no município e, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não declarou bens durante o processo eleitoral à época.
Nas redes sociais, ele costumava divulgar sua rotina política e a participação em eventos tradicionais da cidade, como o Bembé do Mercado e as festas de São João. Em um perfil pessoal, também se apresentava como pai de uma menina e demonstrava paixão por cavalos.
Até o momento, a motivação dos crimes ainda não foi divulgada.
Oito meses após crime, família de clamou por respostas sobre o homicídio em Santo Amaro
No dia 16 de julho deste ano, data em que Gleiber completaria 38 anos, familiares e amigos se reuniram em uma missa em sua homenagem. A celebração, que relembrou a trajetória do político, também foi marcada pela cobrança por Justiça e por respostas sobre o crime.
Durante a missa, os parentes reforçaram o pedido para que as investigações avançassem e que todos os responsáveis fossem identificados e presos, pois, segundo eles, a cidade toda sabia a autoria.
Entre dezembro de 2025 e fevereiro deste ano, dois homens foram presos suspeitos de cometerem o crime. No entanto, foram colocados em liberdade.
Como os nomes não foram divulgados, nem nas ações anteriores, nem na operação realizada no presente momento, ainda não há informações se eles são as mesmas pessoas.
O primeiro homem a ser identificado e preso, em dezembro, também era assessor de Gleiber Júnior. Ele foi detido durante uma operação policial onde foram apreendidos em sua casa dois aparelhos celulares e 17 munições calibres 7,62 e 9 milímetros.