Feira de Santana Dia do Pão
Dia Mundial do Pão: alimento tradicional segue indispensável na mesa dos feirenses
No dia 16 de outubro, padeiro destaca a importância da qualidade da matéria-prima e da evolução da panificação, enquanto consumidora relata que o pão de sal continua sendo preferência e estima gasto diário de R$ 5.
16/10/2026 12h24
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News

Foto: Boca de Forno News

O pão, presente na rotina de milhões de brasileiros, continua ocupando lugar de destaque na alimentação das famílias. Em Feira de Santana, o alimento faz parte do café da manhã, da merenda da tarde e até do café da noite, mantendo a tradição mesmo diante das mudanças nos hábitos de consumo e da diversificação dos produtos oferecidos pelas padarias. Neste 16 de outubro, Dia Mundial do Pão, a data chama a atenção para a importância desse alimento, para o trabalho dos profissionais da panificação e para os hábitos de quem não abre mão de colocá-lo à mesa.

Com oito anos de experiência profissional, o padeiro Madson Freire destaca que a produção do pão exige conhecimento técnico, atenção aos procedimentos e dedicação. Segundo ele, embora muitas pessoas considerem simples o processo de fabricação, a panificação envolve etapas e parâmetros que precisam ser respeitados para garantir a qualidade do produto. “Fazer pão é uma arte. As pessoas acham que fazer pão é apenas misturar a farinha com os outros ingredientes, mas não é. Existe todo um processo, parâmetros e regras a serem seguidas. Para mim, fazer pão é maravilhoso. Eu gosto muito da área e me identifiquei com ela”, afirmou.

Madson Freire - Foto: Boca de Forno News

Madson também ressaltou que a panificação está relacionada a outros segmentos da produção de alimentos, como a confeitaria, que utiliza diferentes técnicas e processos de preparo de massas. Para ele, a atividade exige dedicação e permite desenvolver uma variedade de produtos, acompanhando as preferências dos consumidores.

A transformação das padarias ao longo dos anos também foi destacada pelo profissional. Segundo Madson, os estabelecimentos que antes tinham como foco principal a produção de pães tradicionais passaram a oferecer uma variedade maior de produtos, incluindo bolos, doces, lanches e outras opções. “Antigamente, existia a padaria tradicional, que trabalhava principalmente com o pão francês, o pão de leite e algumas variedades. Com o tempo, a padaria foi se aprimorando, surgiu a área de confeitaria, com os bolos, e hoje as pessoas estão sempre em busca de algo novo, como doces e lanches. Mesmo assim, a padaria não deixa de ter o pão como seu principal produto”, explicou. Entre as opções que passaram a ganhar espaço estão os croissants e os pães rústicos, que ampliam o cardápio e atendem a diferentes gostos. O padeiro também mencionou a procura por biscoitos caseiros, a exemplo do biscoito Fortaleza, como parte da variedade encontrada no setor.

Apesar da diversificação, Madson afirma que o pão francês e o pão de leite continuam entre os produtos mais procurados pelos consumidores. Ele ainda mencionou a existência de concursos regionais voltados à qualidade do pão francês na Bahia e disse que, se não houver mudanças na previsão, Feira de Santana deverá ser incluída nessa iniciativa no próximo ano.

Para garantir que o pão chegue ao consumidor com qualidade, o padeiro considera fundamental escolher bons ingredientes e seguir os procedimentos corretos de manipulação. Segundo ele, a qualidade da matéria-prima influencia diretamente o resultado final e a satisfação de quem compra. “Para manter a qualidade do pão francês, o segredo também é ter bons produtos. Se a gente não tem uma matéria-prima boa, às vezes não consegue entregar um produto agradável, que satisfaça o cliente. É importante saber fazer a manipulação correta do produto”, destacou.

Foto: Boca de Forno News

Madson acrescentou que a disponibilidade de matérias-primas mais aprimoradas contribui para o trabalho dos profissionais da panificação. No entanto, ele considera que o cuidado durante a produção também faz diferença. “Hoje temos matérias-primas mais aprimoradas, que antigamente não existiam. Mas o que também faz o pão ser bom é fazer com amor”, completou.

Se para quem produz o pão representa técnica, dedicação e trabalho, para quem consome ele está associado à praticidade e à tradição alimentar. A consumidora Marisa Lima afirma que o produto não pode faltar em sua casa, principalmente pela facilidade de incluí-lo nas refeições do dia a dia. “Não pode faltar, de forma alguma. Porque o pão, além de ser um alimento, é um alimento sagrado. Ele sustenta, é importante e é uma coisa com a qual não tem erro. Na correria, o pão salva, seja no café da manhã, no café da tarde ou em outros momentos”, declarou.

Entre as diferentes opções disponíveis nas padarias, Marisa prefere o tradicional pão de sal, como é conhecido o pão francês em muitas regiões da Bahia. Para ela, o alimento combina com diferentes acompanhamentos e pode ser consumido de várias formas. “Eu sou da turma do salgado. Prefiro mais o pão de sal, com uma manteiguinha, um sanduichinho. Tudo vai bem”, contou.

Ao falar sobre os gastos, a consumidora estimou que desembolsa, em média, R$ 5 por dia com a compra de pão. Ela explicou que o valor varia conforme o consumo e a quantidade que sobra de um dia para o outro, considerando que mora apenas com o filho. Questionada sobre a influência dos preços na quantidade comprada, Marisa afirmou que, no momento, não percebe necessidade de mudar seus hábitos de consumo. Para ela, mesmo que existam alternativas alimentares, o pão continua tendo espaço garantido na rotina da família.

Marisa Lima - Foto: Boca de Forno News

A possibilidade de substituir o pão por outros alimentos não é descartada por Marisa, que reconhece a importância de variar a alimentação. Ainda assim, ela considera que o produto continua sendo uma escolha frequente e que o consumo pode ser adaptado conforme a necessidade. “Poder, pode substituir, mas acho que o pão é indispensável. Mesmo que você não coma um pão inteiro, pode comer metade. Pode haver um equilíbrio entre o pão e outros alimentos, como as raízes”, avaliou.

Para a consumidora, a tradição permanece independentemente do horário: o pão continua presente no café da manhã, na merenda e no café da noite. No Dia Mundial do Pão, a data destaca não apenas um dos alimentos mais tradicionais da mesa brasileira, mas também a atividade dos profissionais que o produzem e os hábitos que mantêm seu consumo no cotidiano.