Política Tentativa de golpe
João Roma silencia após Valdemar reconhecer tentativa de golpe
Procurada pelo site, a assessoria do presidente do PL na Bahia não respondeu aos questionamentos da reportagem.
09/10/2026 08h44
Por: Karoliny Dias Fonte: Bahia.Ba
Foto: Max Haack

O presidente do Partido Liberal (PL) na Bahia, João Roma, não se manifestou sobre a declaração do presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, que reconheceu a existência de um planejamento para uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. A fala foi dada na última quarta-feira (7), em entrevista à Timeline Gaúcha, da Rádio Gaúcha.

Procurada pelo bahia.ba nesta quinta-feira (8) para comentar sobre o caso, a assessoria de Roma não respondeu aos questionamentos da reportagem sobre o posicionamento do dirigente estadual diante das declarações de Valdemar.

Na entrevista, o presidente nacional do PL foi direto ao comentar a articulação golpista após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro (PL) para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Não tenha dúvidas [que houve um plano]. Quantos planejamentos você não faz e vê que depois que está errado e para no meio?”, afirmou.

Valdemar também foi questionado sobre a possibilidade de uma nova articulação golpista em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra Lula. Inicialmente, o dirigente não descartou a hipótese. “Sei lá, sei lá. Pode haver planejamento”, respondeu. Flávio Bolsonaro também lidera as primeiras pesquisas divulgadas no segundo turno.

Em seguida, Valdemar também argumentou que as consequências enfrentadas pelo ex-presidente poderiam servir de freio para iniciativas semelhantes. “Isso deu certo? Olha o Bolsonaro o que está pagando. Você acha que alguém quer fazer isso? Nunca, jamais”, completou.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado e à abolição violenta do Estado Democrático de Direito.