O preço da arroba do boi gordo encerra setembro em R$ 360 na região de Feira de Santana, segundo levantamento da Cooperfeira. A cotação subiu R$ 20 ao longo do mês, depois de iniciar setembro em R$ 340, uma valorização de 5,9% e a maior alta mensal registrada em 2026 no acompanhamento da entidade.
O resultado consolida a recuperação iniciada depois das quedas observadas entre junho e julho. Agosto foi marcado pela estabilidade em torno de R$ 340, enquanto setembro trouxe uma mudança mais consistente de patamar, primeiro para R$ 350 e agora para R$ 360.
Para Agenor Campos, presidente do Frifeira e diretor da Cooperfeira, o comportamento confirma a tendência de valorização que vinha sendo observada nas últimas semanas. A redução da oferta de animais terminados com o avanço da entressafra tem aumentado a firmeza do mercado, enquanto a demanda continua dando sustentação às cotações.
O movimento regional acompanha a valorização observada em importantes mercados pecuários do país. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq chegou a R$ 359,95 por arroba em 28 de setembro, acumulando alta de 4,52% no mês. A Scot Consultoria também identifica oferta contida e frigoríficos atuando nas compras para recompor suas escalas de abate.
Agenor considera que ainda existe espaço para valorização nos próximos meses e trabalha com a possibilidade de a arroba alcançar R$ 380 até novembro na região, embora ressalte que o comportamento posterior dependerá de fatores como oferta de animais, demanda dos frigoríficos e mercado externo.
Entre os pontos acompanhados está a China. Uma eventual intensificação das compras chinesas no fim de outubro ou em novembro, coincidindo com um período de menor disponibilidade de animais para abate, poderá acrescentar pressão sobre as cotações. Trata-se, porém, de uma perspectiva de mercado, e não de uma projeção assegurada de preço.
Com os R$ 360 registrados nesta semana, setembro termina confirmando a mudança observada no mercado regional: depois da estabilidade de agosto, a arroba voltou a ganhar força e alcança o maior valor registrado pela Cooperfeira desde abril.
Os valores divulgados pela Cooperfeira são baseados em informações repassadas por compradores que realizam abate no Frifeira e servem como referência para o mercado regional, podendo oscilar conforme a movimentação diária.