A Bahia deve encerrar 2026 com uma produção recorde de cereais, leguminosas e oleaginosas, segundo a estimativa de agosto do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão aponta uma produção de 13,26 milhões de toneladas no estado, mesmo volume estimado em julho. O resultado representa crescimento de 3,2% em relação à safra de 2025, quando foram produzidas 12,84 milhões de toneladas. Com isso, a produção baiana deve ter um acréscimo de 416,9 mil toneladas em um ano.
Entre as principais culturas, a soja continua sendo o grande destaque da agricultura baiana. A estimativa do IBGE aponta uma produção de 8,93 milhões de toneladas em 2026, contra 8,61 milhões de toneladas no ano passado. O crescimento é de 3,8%, o que representa 323,6 mil toneladas a mais. A oleaginosa, sozinha, corresponde a uma parcela significativa de toda a produção de grãos prevista para o estado.
O milho de primeira safra também apresenta um desempenho positivo. A produção estimada para 2026 é de 2,09 milhões de toneladas, enquanto em 2025 foram produzidas 1,93 milhão de toneladas. O avanço chega a 8,1%, com aumento de 156 mil toneladas. A cultura aparece como a segunda maior contribuição para o crescimento da produção baiana entre os principais grãos acompanhados pelo levantamento.
Outro produto de destaque é o algodão herbáceo. A previsão é de 1,85 milhão de toneladas neste ano, contra 1,79 milhão de toneladas em 2025. O crescimento é de 2,8%, equivalente a 51 mil toneladas. Juntas, soja, milho de primeira safra e algodão representam a maior parte do volume previsto para a produção agrícola baiana.
O levantamento também mostra crescimento em culturas com volumes menores de produção. O café canephora tem estimativa de 204,1 mil toneladas, alta de 18,1% em relação ao ano anterior. O cacau deve alcançar 137,4 mil toneladas, crescimento de 15,4%. Já o feijão de primeira safra apresenta previsão de 100,8 mil toneladas, aumento de 16,7%. A mamona também registra avanço, com estimativa de 35,7 mil toneladas, 14,1% acima da produção de 2025.
Nem todas as culturas, no entanto, apresentam crescimento. O milho de segunda safra tem previsão de 714 mil toneladas, uma redução de 11,5% em comparação com o ano passado. Em números absolutos, são 92,4 mil toneladas a menos. A mandioca também apresenta queda, com estimativa de 872,5 mil toneladas, recuo de 3,8%. O sorgo tem previsão de 137,6 mil toneladas, também 3,8% abaixo do resultado de 2025.
A maior redução em números absolutos aparece na cana-de-açúcar. A estimativa para 2026 é de 5,50 milhões de toneladas, contra 6,24 milhões de toneladas no ano anterior. A queda chega a 11,9%, o que representa uma redução de aproximadamente 741,5 mil toneladas. A banana também apresenta retração, com produção estimada em 896,5 mil toneladas, 1% abaixo da registrada em 2025.
Apesar das quedas em algumas culturas, os avanços registrados principalmente na soja e no milho de primeira safra garantem o crescimento da produção total de grãos no estado. O resultado mantém a Bahia com uma das principais produções agrícolas do país e reforça o peso do estado no setor de grãos. A estimativa de agosto ainda pode ser revisada pelo IBGE nas próximas atualizações do LSPA, mas, até o momento, os números indicam que a Bahia caminha para uma safra recorde em 2026, com 13,26 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas.