A decisão sobre o julgamento da abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) caberá ao presidente da Corte, Edson Fachin.
O ministro André Mendonça pediu a inclusão de Moraes como investigado nas fraudes do Banco Master, na última terça-feira (1º), e determinou a quebra de sigilo do relatório da PF (Polícia Federal) sobre o caso.
Conforme noticiou a CNN Brasil, o documenta revela trocas de mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e evidências de pelo menos seis encontros entre os dois.
Mendonça destacou que o Regimento Interno do STF atribui ao Plenário a competência exclusiva para processar e julgar seus magistrados. No entanto, a PGR (Procuradoria-Geral da República) avalia os elementos e pede a abertura de um eventual inquérito.
O procurador-geral da República Paulo Gonet já defendeu a nulidade e o arquivamento da investigação sobre a relação de Moraes e Vorcaro, mas Mendonça determinou o encaminhamento dos autos para a sessão plenária que pode ser agendada por Fachin.
Gonet também aparece como um dos interlocutores de Vorcaro no relatório da PF, além disso ele figura em mensagens e fotos dos seus associados. Em uma mensagem de 28 de março de 2025, o ex-banqueiro refere-se ao procurador-geral da República e diz: "Saudade dele".