O ex-ministro da Casa Civil e candidato ao Senado, Rui Costa (PT), voltou a defender a ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia nas eleições deste ano. De acordo com o ex-governador, a meta é aumentar em 1 milhão de votos a diferença registrada em 2022, quando o petista venceu na Bahia com cerca de 4 milhões de votos de frente.
Durante encontro com lideranças sindicais na sede do Sindquímica Bahia, ocorrido na noite desta terça-feira (18), Rui Costa afirmou que a mobilização da militância será fundamental para garantir a reeleição de Lula ainda no primeiro turno.
“A vitória do Lula no primeiro turno depende da Bahia. Será uma eleição muito dura, porque o país não tá votando mais olhando o currículo de ninguém”, avaliou Rui.
Ao fazer referência ao candidato da oposição à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Casa Civil questionou como um “cidadão que nunca deu um prego numa estopa” e “é conhecido por fazer rachadinha nos seus gabinetes” pode estar com 40% das intenções de votos dos eleitores brasileiros a pouco mais de um mês da votação.
“É por isso que mais uma vez eu acho que a Bahia vai ser decisiva”, afirmou o ex-governador da Bahia.
Rui Costa ainda defendeu uma atuação mais intensa dos sindicatos e movimentos sociais durante a campanha. Para ele, a militância precisa ampliar o diálogo com trabalhadores que não estão inseridos nas categorias tradicionalmente organizadas.
Na avaliação de Rui, a atuação internacional do presidente também deve ser explorada durante a campanha. Ele afirmou que Lula ocupa uma posição diferenciada entre líderes mundiais e atribuiu esse reconhecimento à capacidade de diálogo construída pelo Brasil nos últimos anos.
“O presidente Lula é um ser humano singular. Mesmo o Brasil não tendo armas atômicas, porque hoje no mundo só é respeitado quem tem arma nuclear, o Lula é chamado para todo lugar com a palavra de paz, de harmonia e de respeito entre os povos e as nações”, declarou.