O trecho da BR-324 onde uma cratera se abriu no início de julho voltou a ser parcialmente interditado nesta sexta-feira (24), em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A nova intervenção foi necessária após a identificação de um vazamento em uma manilha da rede de drenagem.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a faixa da esquerda do km 604, no sentido Feira de Santana, foi fechada para permitir a realização dos reparos.
Após o início dos trabalhos, conforme a corporação, será feita uma nova avaliação técnica para definir as próximas etapas da obra e o tempo estimado da interdição. Até a última atualização desta reportagem, esses dados ainda não estavam disponíveis.
A PRF orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho, respeitarem a sinalização e, sempre que possível, planejarem os deslocamentos para evitar retenções.
Durante a noite desta sexta-feira, um grande congestionamento se formou na região. O tempo de viagem entre Salvador e Simões Filho chegou a passar de 1h30.
Por meio de nota, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que as intervenções realizadas no km 604 da BR-324/BA, no sentido Feira de Santana, foram concluídas e o tráfego no trecho foi totalmente liberado.
A autarquia disse também que a abertura observada no pavimento na sexta-feira (24) já foi devidamente recuperada.
Conforme o Dnit, a intervenção teve como objetivo a realização de ensaios técnicos previstos no cronograma de monitoramento do local.
Neste sábado (25), as avaliações serão retomadas, com a interdição temporária da faixa da esquerda no sentido Feira de Santana. Durante a execução dos serviços, o tráfego será desviado para uma das faixas de rolamento e para a via marginal, devidamente sinalizadas.
O Dnit informou que seguirá realizando o monitoramento contínuo do trecho, com a execução de ensaios e vistorias complementares, a fim de acompanhar o comportamento da estrutura e garantir a segurança dos usuários e a adequada trafegabilidade da rodovia.
Relembre o caso
O problema começou no dia 7 de julho, quando um afundamento do pavimento provocou a interdição do trecho no sentido Feira de Santana. A pista chegou a ser liberada no dia seguinte, mas uma nova cratera se abriu no mesmo ponto, causando nova interdição total e congestionamentos de até quatro quilômetros.
Durante as obras, técnicos identificaram que o buraco era apenas a parte visível do problema. Sob a pista existe uma galeria de drenagem, localizada a cerca de 22 metros de profundidade e com aproximadamente 180 metros de extensão.
Para recuperar a estrutura, foi instalada uma geogrelha, material utilizado para reforçar a sustentação do terreno e reduzir o risco de novos afundamentos.
No dia 14 de julho, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) decretou situação de emergência no trecho para agilizar os procedimentos administrativos e jurídicos necessários à recuperação da rodovia, uma das principais ligações entre Salvador e o interior da Bahia.
O trecho havia sido totalmente liberado na noite do último domingo (19), depois de cerca de duas semanas de obras.