Diferentemente da maioria dos partidos brasileiros, DC, PSTU, Agir, Missão, UP, Mobiliza, Democrata, PCB e PRTB quase não receberam recursos do Fundo Partidário em 2025. Nessas legendas, entre 99,9% e 100% da arrecadação veio de outras fontes, como doações de pessoas físicas, contribuições de filiados e receitas próprias.
Um levantamento do portal g1, feito com base em dados das prestações de contas, mostra que, entre os 29 partidos com informações disponíveis, 20 tiveram o Fundo Partidário como principal fonte de financiamento no ano passado.
A diferença está nas regras de distribuição desses recursos, que condicionam o acesso ao desempenho eleitoral dos partidos.
O acesso ao Fundo Partidário depende da chamada cláusula de desempenho, criada pela Emenda Constitucional nº 97, de 2017.
Como DC, PSTU, Agir, Missão, UP, Mobiliza, Democrata, PCB e PRTB não atingiram esse desempenho, tiveram acesso apenas a uma parcela reduzida dos recursos do fundo.
Como ficou a arrecadação?
Sem contar com o Fundo Partidário como principal fonte de financiamento, essas siglas mantêm suas atividades principalmente com doações de pessoas físicas, contribuições de filiados e outras receitas.
Como isso se compara aos maiores partidos?
A diferença em relação às maiores legendas do país é expressiva. O PL declarou R$ 318,3 milhões em receitas em 2025. Desse total, R$ 312,2 milhões, o equivalente a 98,1%, vieram do Fundo Partidário.
Já o PT informou R$ 240,1 milhões em receitas, das quais 80,4% tiveram origem no Fundo Partidário.