O período de São João trouxe um cenário positivo para muitos motoristas por aplicativo em Feira de Santana. Com a chegada de turistas e o grande fluxo de pessoas que utilizaram a cidade como ponto de passagem para o interior baiano, a demanda por corridas aumentou significativamente, garantindo uma renda extra para quem decidiu trabalhar durante os festejos.
Para o motorista por aplicativo Marcos Novais, o saldo do período junino foi favorável para quem aproveitou a oportunidade. “Quem trabalhou fez dinheiro. A cidade recebeu turistas e muita gente que estava de passagem para outras cidades. Todo mundo que se dedicou conseguiu ganhar um bom dinheiro”, afirmou.
No entanto, segundo ele, o cenário costuma mudar rapidamente após as festas. Com o fim das comemorações, a tendência é de uma queda acentuada na movimentação. “O lado negativo é que o povo gastou tudo e a cidade acaba morrendo um pouco. Agora o movimento só deve melhorar no próximo mês”, disse.
Outro fator que impacta diretamente o trabalho dos motoristas é o recesso escolar e universitário. Com a suspensão das aulas, diminui o número de passageiros que utilizam os aplicativos diariamente. “Quando as escolas e faculdades fecham, a cidade fica mais tranquila e a gente sente muito essa redução nas corridas”, explicou.
Além do período junino, os jogos da Seleção Brasileira também têm influenciado a rotina da categoria. De acordo com Marcos, cada partida acaba sendo uma verdadeira incógnita para os trabalhadores. “Tem jogo que é muito bom para a gente e tem outros que não são o que a gente espera. O primeiro jogo do Brasil foi ótimo, mas o último já não teve o mesmo resultado”, comentou.
Para os motoristas por aplicativo, trabalhar é sempre uma aposta. Sem garantia de ganhos fixos, cada dia apresenta um cenário diferente. “Nós saímos para arriscar. Não existe a certeza de que hoje vamos ganhar muito dinheiro. O motorista de aplicativo vive um dia de cada vez, sempre pedindo a Deus para trabalhar e voltar para casa em paz”, destacou.
Com informações do repórter Onildo Rodrigues