Um novo terremoto de magnitude 4,9 foi registrado nesta sexta-feira (26) na Venezuela e voltou a ser sentido por moradores de Caracas e Maracay. Apesar de menos intenso que os tremores da última quarta-feira (24), o novo abalo aumenta a preocupação devido à fragilidade de prédios e estruturas já comprometidas pela tragédia.
O país ainda enfrenta as consequências dos dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram a região norte da Venezuela com menos de um minuto de diferença. Os tremores, considerados os mais fortes registrados no país em mais de um século, deixaram um rastro de destruição na capital Caracas e no estado de La Guaira.
Segundo o balanço mais recente divulgado pelo governo venezuelano, o desastre já provocou 920 mortes e 3.360 feridos. As autoridades informaram ainda que pelo menos 172 pessoas continuam soterradas, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas estejam desaparecidas.
As equipes de resgate seguem em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes durante a chamada "janela de ouro", período considerado crucial nas primeiras 72 horas após um terremoto. No entanto, os danos estruturais dificultam o avanço das operações.
Até o momento, o governo contabiliza danos em centenas de edifícios e mantém o estado de La Guaira sob forte controle das forças de segurança para facilitar os trabalhos de emergência e o transporte de vítimas. Paralelamente, engenheiros avaliam imóveis que permaneceram de pé para identificar riscos de novos desabamentos.
A tragédia também mobilizou uma ampla resposta internacional. Países como Brasil, Estados Unidos, México, Colômbia e Espanha enviaram equipes de resgate, especialistas e ajuda humanitária para auxiliar no atendimento às vítimas e nas buscas por desaparecidos. As autoridades venezuelas mantiveram o alerta para novos tremores e orientam a população a evitar áreas consideradas de risco enquanto as inspeções continuam.