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Quaest: Flávio Bolsonaro perde apoio no grupo que mais contribuiu para colocar a direita no poder
Flávio Bolsonaro teria sido afetado pela percepção de que não disse a verdade sobre seu contato com Daniel Vorcaro.
12/06/2026 08h20
Por: Karoliny Dias Fonte: BNews
Foto: Ton Molina/STF

A queda de 9 pontos entre evangélicos está pressionando Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um possível segundo turno contra o presidente Lula, de acordo com recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado nesta semana.

No levantamento, o senador aparece com 38% das intenções de voto contra 44% de Lula, ou seja, oito pontos atrás. A perda de apoio aconteceu principalmente entre os eleitores evangélicos. Entre os católicos, o desempenho de Flávio ficou estável.

Enquanto entre os católicos ele manteve os mesmos 34% de maio para junho, entre os evangélicos, um grupo importante para o bolsonarismo, o senador caiu de 61% para 52%. No mesmo período, Lula subiu de 24% para 31% nesse segmento, embora ainda fique atrás.

Desgaste entre evangélicos

Líderes evangélicos ouvidos pela coluna avaliam que a queda pode estar relacionada ao desgaste provocado pelo caso envolvendo o Banco Master.

Flávio Bolsonaro teria sido afetado pela percepção de que não disse a verdade sobre seu contato com Daniel Vorcaro.

Em março,  a CPI do INSS havia localizado o número de celular do senador entre os contatos do ex-banqueiro. Na ocasião, Flávio afirmou que os dois nunca haviam mantido contato. Ele também declarou que seu número de telefone não seria  um segredo, o que explicaria sua presença na agenda de Vorcaro.

Rejeição já aparecia nas redes

Essa perda de apoio captada pela Quaest vem depois de um levantamento da consultoria Ativaweb DataLab que já mostrava sinais de desgaste de Flávio Bolsonaro nas redes sociais.

A análise avaliou mais de 17 milhões de menções nas primeiras 20 horas após a Marcha para Jesus, realizada na semana passada.

Segundo a consultoria, 51,9% das menções ao senador tiveram tom negativo. Parte das críticas veio da fala em que Flávio afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo”.

Os pesquisadores também registraram manifestações de cristãos contrários à transformação da Marcha para Jesus em espaço de disputa eleitoral.

O episódio aumentou a pressão sobre o senador em um grupo que sempre foi importante para a base bolsonarista.