Desde o começo do século passado, em busca de mais beleza ou de uma estética mais ousada, as mulheres não têm poupado esforços para corrigir pequenas imperfeições nos seios, vagina, nádegas, no abdome e até — dependendo de sua condição financeira — recorrer à cirurgia plástica facial.
Atualmente, o foco se deslocou e as tendências no campo estético seguiram novos caminhos, substituindo a preocupação com a aparência externa pela interna, priorizando o rejuvenescimento vaginal por meio de um “upgrade vaginal” — também chamado de “vadjaina”.
Uade — upgrade vaginal — é o procedimento realizado sob anestesia epidural para aprimorar a qual consiste na redução do diâmetro vaginal que, por sua vez, diminui as inflamações uterinas e previne o corrimento fétido da mucosa cervical. Pode-se também reduzir ou aumentar o volume dos lábios vaginais — grandes ou pequenos — remover o excesso de gordura da região pubiana, promover o escurecimento do tecido epitelial, eliminar pele em excesso e corrigir o flácido da vulva, alterando, dessa forma, o contorno geral da vagina.
De acordo com especialistas nessa especialidade cirúrgica, na maior parte dos casos as pacientes relatam aumento do prazer sexual após o procedimento. A duração média da operação oscila entre 45 minutos e uma hora, sendo recomendada internação de 24 horas, e a liberação para retomar a atividade sexual ocorre normalmente entre 45 e 60 dias.
Essa técnica foi criada pelo médico francês Jean Pierre Fournier na década de 1970 e introduzida no Brasil em 1996. Com essa intervenção cirúrgica, mulheres que haviam interrompido sua vida sexual ativa devido a um complexo relativo à aparência de seus órgãos genitais passaram a retomá‑la com prazer.
Por Alberto Peixoto