Um servidor público estadual e outras duas pessoas foram presas preventivamente, na manhã desta quinta-feira (21), durante a deflagração da ‘Operação Khalas’, de combate a um esquema de sonegação fiscal na Bahia. Segundo o Ministério Público da Bahia (MP-BA), foram cumpridos treze mandados de busca e apreensão nas cidades de Salvador, Feira de Santana, Camaçari e Candeias.
A ação resulta de investigações de uma macroestrutura criminosa responsável por um esquema sistêmico de corrupção e crimes tributários no setor de combustíveis. Dois servidores públicos municipais de Candeias foram afastados das funções.
As investigações do MP-BA, da Polícia Civil e da Secretaria da Fazenda (Sefaz) identificaram que o grupo criminoso utilizava o pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos estaduais e municipais para obter proteção e facilidades ilegais. O esquema visava ocultar a importação de insumos, como nafta e solventes químicos, que eram desviados para unidades de mistura clandestinas, conhecidas como "batedeiras".
Força tarefa
A ‘Operação Khalas’ é um desdobramento das apurações decorrentes da ‘Operação Primus’, deflagrada em 16 de outubro de 2025, e visa desarticular o núcleo operacional e financeiro da organização.
As ações são coordenadas pelo Ministério Público da Bahia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf), em conjunto com a Inspetoria Fazendária (Infip/Sefaz) e Polícia Civil, por meio do Núcleo Especializado no combate aos Crimes Econômicos e contra a Ordem Tributária (Neccot/Draco).