Uma nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada ontem, indica que a maioria dos brasileiros é favorável ao fim da escala de trabalho 6x1, mas o apoio à proposta depende da manutenção dos salários. Segundo levantamento, 68% dos entrevistados defendem o fim da escala, enquanto 24% são contrários. No entanto, quando a mudança é associada à redução salarial, o cenário se inverte: o apoio cai para 22% e a rejeição sobe para 70%, evidenciando a centralidade da renda na avaliação da proposta.
O recorte por perfil mostra maior adesão entre jovens e pessoas de menor renda. Entre brasileiros de 16 a 34 anos, 73% são favoráveis à mudança. Já entre aqueles com renda de até dois salários mínimos, o índice é de 72%. Entre os entrevistados com ensino fundamental, o apoio chega a 71%. As mulheres também aparecem mais favoráveis, com 70% de aprovação, ante 66% entre os homens.
A divisão política acompanha a tendência geral de maioria favorável, embora com variações. Entre os chamados lulistas, o apoio atinge 79%. Entre os bolsonaristas, 54% defendem o fim da escala. Entre os independentes, o índice é de 68%.
A resistência à proposta de redução da jornada de trabalho é maior entre brasileiros com renda superior a cinco salários mínimos (36%), eleitores que se declaram bolsonaristas (38%) e moradores da região Sul (29%). Em contrapartida, os menores índices de rejeição são observados entre os lulistas (14%) e jovens de 16 a 34 anos (20%). O levantamento ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-03598/2026.