Economia Redução
Queda da gasolina anunciada pela Acelen ainda não chegou de forma ampla às bombas
Acelen informou que os preços praticados pela Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado, levando em consideração fatores como cotação internacional do petróleo, câmbio e custos logísticos.
18/05/2026 08h38 Atualizada há 7 horas atrás
Por: Karoliny Dias Fonte: Tribuna da Bahia
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia

Quatro dias após a Acelen anunciar uma redução de 4,5% no preço da gasolina vendida às distribuidoras, motoristas de Salvador ainda encontram o combustível acima de R$ 6,50 em diferentes regiões da capital. Levantamento realizado pela Tribuna da Bahia nesta segunda-feira (18) identificou preços variando entre R$ 6,49 e R$ 6,56 em postos de bandeiras distintas, indicando que o repasse da redução ainda ocorre de forma desigual nas bombas.

No bairro do Rio Vermelho, a reportagem encontrou a gasolina sendo vendida a R$ 6,54 em um posto da bandeira Shell, enquanto o etanol custava R$ 4,29. Já no posto Menor Preço, na região da Djalma Dutra, em Sete Portas, o combustível era encontrado a R$ 6,49. Em Nazaré, em um posto BR, o litro chegava a R$ 6,56, enquanto a gasolina aditivada era comercializada a R$ 6,59.

A nova redução foi anunciada pela Acelen na última quinta-feira (14). Segundo a empresa, o preço da gasolina para as distribuidoras passou de R$ 4,148 para R$ 3,960, representando queda de 4,5%. O diesel S10 teve redução de 2,2%, passando de R$ 5,699 para R$ 5,572, enquanto o diesel S500 caiu 6,9%, de R$ 5,482 para R$ 5,107.

À Tribuna da Bahia, a Acelen informou que os preços praticados pela Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado, levando em consideração fatores como cotação internacional do petróleo, câmbio e custos logísticos. A empresa afirmou ainda que mantém uma política de preços “transparente” e alinhada às práticas internacionais do setor.

“Os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe para as distribuidoras seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; câmbio e frete, podendo variar para cima ou para baixo”, detalhou a Acelen.

Apesar do anúncio, consumidores ouvidos pela reportagem criticaram a instabilidade dos preços dos combustíveis na Bahia e relataram dificuldade para perceber reduções nas bombas. Para muitos motoristas, a sensação é de que os aumentos chegam de forma mais rápida do que as quedas.

“Você vai abastecer sem saber quanto vai pagar no outro dia. Dependendo da quantidade de litros, dá diferença de R$ 10 ou R$ 20 de uma semana para outra”, relatou o motorista de aplicativo Jorge Fernando Oliveira, de 38 anos. “Quando aumenta, a mudança chega na bomba quase imediatamente. Agora, quando anunciam redução, a gente demora dias para perceber alguma diferença de verdade”, acrescentou a funcionária pública Catarina Meireles, 42 anos.