Feira de Santana Ocupação no INSS
Famílias ocupam prédio do INSS em Feira de Santana
Os manifestantes também cobram responsabilização pelos prejuízos causados a beneficiários em decorrência de irregularidades envolvendo o INSS
04/05/2026 06h56
Por: Mayara Nayllanne
Crédito: Ascom/Lorena Souza

Cerca de 100 famílias ocuparam, neste sábado (02) o antigo prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), localizado no centro de Feira de Santana, como forma de reivindicação por moradia digna e acesso a direitos previdenciários. O imóvel, segundo os manifestantes, encontra-se abandonado, enquanto cresce o número de pessoas em situação de vulnerabilidade social no município.

A ocupação foi organizada com o apoio da Frente Nacional de Luta do Campo e da Cidade (FNL) e outras organizações classistas. O movimento defende que o prédio, por ser patrimônio público, deve cumprir sua função social, especialmente diante da realidade de famílias que enfrentam fome, desemprego e dificuldades no acesso a políticas públicas básicas.

Além da pauta por moradia, o grupo denuncia falhas no atendimento do INSS, incluindo a morosidade na análise de processos e a dificuldade de acesso a benefícios previdenciários. Segundo os organizadores, muitas famílias presentes na ocupação possuem ações judiciais contra o órgão e aguardam respostas há anos.

Entre os relatos, está o caso de uma adolescente de 16 anos que, após perder o pai vítima da violência urbana, ainda não conseguiu acesso à pensão por morte, evidenciando, segundo o movimento, a negligência do sistema com populações vulneráveis.

Os manifestantes também cobram responsabilização pelos prejuízos causados a beneficiários em decorrência de irregularidades envolvendo o INSS em anos recentes, questionando a ausência de respostas efetivas do poder público.

Sobre a FNL

A Frente Nacional de Luta do Campo e da Cidade (FNL) é um movimento popular que atua na defesa do direito ao território para a classe trabalhadora. Presente em 15 estados brasileiros, a organização reúne famílias do campo e da cidade em ações voltadas à garantia de direitos sociais, como moradia, trabalho e acesso à terra.

Em Feira de Santana e região, o grupo é formado por famílias periféricas e rurais, muitas delas já cadastradas em programas habitacionais e na rede de assistência social, mas que, segundo o movimento, ainda não tiveram seus direitos efetivamente garantidos.