Polícia Operação Salitre
Operação mira grupo criminoso e cumpre dezenas de mandados no sul da Bahia
Ação integrada mobiliza 160 agentes, cumpre 47 mandados e bloqueia R$ 15 milhões em investigação que aponta Canavieiras como base logística do grupo criminoso.
29/04/2026 06h32
Por: Mayara Nayllanne
Foto: Divulgação PF

Uma operação conjunta das forças de segurança foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (29) com o objetivo de desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro no sul da Bahia.

A ação, batizada de Operação Salitre, é coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado e reúne equipes da Polícia Federal, Polícia Militar da Bahia, Polícia Civil da Bahia e Polícia Penal.

De acordo com as investigações, o grupo possuía uma estrutura organizada, com divisão de funções e atuação coordenada. Os suspeitos seriam responsáveis pela distribuição de drogas e armas, além de movimentar recursos obtidos com atividades ilícitas.

As apurações indicam que a cidade de Canavieiras era utilizada como base logística da organização, funcionando como ponto de armazenamento e distribuição de entorpecentes. A polícia também identificou conexões com outros municípios da região e até com outros estados.

Ao todo, a Justiça autorizou o cumprimento de 47 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão e 20 de prisão temporária. As ordens estão sendo executadas em cidades como Canavieiras, Una, Uruçuca, Itabuna e Eunápolis, além de uma ação em Ubatuba, o que reforça o caráter interestadual da investigação.

Também foi determinado o bloqueio de cerca de R$ 15 milhões em contas ligadas aos investigados. A medida tem como objetivo enfraquecer financeiramente o grupo e dificultar a continuidade das atividades criminosas.

Cerca de 160 agentes participam da operação, que ocorre de forma simultânea nas cidades envolvidas. A estratégia busca evitar fugas, apreender provas e interromper a atuação da organização.

As investigações continuam e a polícia não descarta novas fases da operação para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a movimentação financeira do grupo.