Após o enviado especial para assuntos globais de Donald Trump fazer declarações ofensivas e dizer que "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão", a Deputada federal e ex-ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT-PR), apresentou, nesta segunda-feira (27), dois requerimentos à Câmara dos Deputados contra Paolo Zampolli.
O caso chegou à parlamentar após o aliado de Trump comentar, em entrevista à emissora italiana RAI, que "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão", fazendo referência à sua relação com uma brasileira com quem manteve casamento por cerca de duas décadas. Ainda em sua entrevista, ele teceu mais ofensas, dessa vez, sobre uma amiga de sua ex-esposa. "É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca", declarou Zampolli.
O caso chegou à parlamentar após Ao comentar sobre sua relação com uma brasileira com quem manteve casamento por cerca de duas décadas, o aliado de Trump disse, em entrevista à emissora italiana RAI, que "mulheres brasileiras são programadas para causar confusão". Ainda em sua entrevista, ele teceu mais ofensas, dessa vez, sobre uma amiga de sua ex-esposa. "É uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais. Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca", declarou Zampolli.
O projeto protocolado por Gleisi estabelece que o enviado especial do presidente republicano seja declarado “persona non grata” em todo o território nacional. Segundo a equipe da parlamentar, o projeto de lei prevê que o Poder Executivo adote providências para “impedir o ingresso, a permanência ou o exercício de atividade oficial de Zampolli no Brasil, com base na soberania nacional, na dignidade da pessoa humana, na igualdade e na Lei de Migração”.
O segundo requerimento expõe a posição institucional da Câmara, manifesta repúdio às declarações e recomenda ao Ministério das Relações Exteriores (MRE) a adoção de medidas diplomáticas cabíveis. Para a ministra, Zampolli não é bem-vindo no país, e o Brasil precisa “reagir com firmeza a qualquer agente estrangeiro que insulte o povo brasileiro”.