O Hospital Geral Clériston Andrade emitiu um alerta de utilidade pública diante da queda nos estoques de sangue, especialmente do tipo O negativo, que no momento está zerado na unidade. A situação, considerada crítica, é reflexo direto dos recentes e próximos feriados prolongados, que historicamente impactam a quantidade de doações.
De acordo com a coordenação da Hemoba em Feira de Santana, os feriados já provocaram uma redução significativa no número de doadores. Com a proximidade do feriado do Dia do Trabalho (1º de maio) , a preocupação aumenta, já que a tendência é de novo esvaziamento nos estoques, justamente em um período em que a demanda hospitalar pode crescer.
A coordenadora da unidade, Elizabete Sena, reforçou o apelo à população, destacando que a baixa procura por doações nos feriados compromete diretamente o atendimento a pacientes em estado grave, que dependem de transfusões imediatas. “Estamos com estoque crítico para todos os tipos sanguíneos negativos, especialmente o O negativo, que hoje se encontra zerado. Precisamos da ajuda da população com urgência, principalmente neste período em que enfrentaremos mais um feriado prolongado”, alertou.
As doações devem ser feitas na unidade da Hemoba em Feira de Santana, localizada na Avenida Presidente Dutra, em frente à TV Subaé. No momento da doação, é importante informar que o sangue será destinado ao HGCA.
Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, com peso acima de 50 quilos, em boas condições de saúde e portando documento oficial com foto. Menores de idade precisam de autorização dos responsáveis, e pessoas acima de 60 anos só podem doar caso já tenham realizado doações anteriormente.
Além disso, é recomendado estar bem alimentado (evitando comidas gordurosas), descansado por pelo menos seis horas, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas e não ter fumado nas duas horas anteriores à doação.
O HGCA reforça que doar sangue é um gesto simples, seguro e essencial para salvar vidas, especialmente em períodos críticos como os que envolvem feriados prolongados, quando a queda nas doações pode colocar em risco o atendimento hospitalar na região.