Trabalhadores e trabalhadoras da educação da Rede Municipal de Feira de Santana intensificaram a mobilização nesta quinta-feira (23) e levaram o protesto até a Câmara Municipal, onde acompanharam a votação do Projeto de Lei sobre o pagamento dos precatórios do Fundef. A principal reivindicação da categoria era a inclusão dos juros nos valores destinados aos professores, o que não foi acatado pela maioria dos vereadores.
A ida à Câmara ocorreu após a realização do “Café com a Educação”, promovido pela APLB Feira em frente à Prefeitura, como parte da paralisação aprovada em assembleia. O ato reuniu profissionais ativos e aposentados em um momento de diálogo com a população, com café da manhã, distribuição de materiais informativos, carro de som e apresentação de charanga. A iniciativa buscou dar visibilidade às demandas da categoria e aproximar a comunidade da realidade enfrentada nas escolas.
Após a mobilização inicial, os educadores seguiram em caminhada até o Legislativo municipal, onde acompanharam a discussão do projeto. Durante a votação, foi rejeitada a emenda apresentada pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura, vereador Ivamberg Lima, que previa o pagamento dos juros aos professores.
Sem a inclusão dos juros, o valor destinado à categoria gira em torno de R$ 25 milhões. Caso fossem incorporados, o montante chegaria a aproximadamente R$ 52 milhões, mais que o dobro. Mesmo com a pressão dos manifestantes presentes na Casa, a bancada governista aprovou o projeto sem os acréscimos.
Votaram a favor da categoria, defendendo o pagamento com juros, apenas os vereadores Ivamberg Lima, Eremita Mota e Luiz da Feira. Com a decisão, a APLB Feira informou que irá recorrer à Justiça para tentar garantir o pagamento integral dos valores, incluindo os juros.
A mobilização da categoria seguiu ao longo do dia. Às 16h, estava prevista uma reunião da comissão responsável pela discussão do cumprimento da tabela salarial dos professores da Rede Municipal, no CEAF.