Ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, o presidente estadual do PL, João Roma, afirmou que há a possibilidade de o pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, declarar apoio e integrar o palanque de nomes que se posicionem contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República.
Ontem (23), durante entrevista à rádio Antena 1 Salvador, o pré-candidato ao Senado mencionou que o ex-prefeito de Salvador poderia participar de articulações nacionais já no primeiro turno, citando possíveis candidaturas ao Palácio do Planalto, como as de Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD).
Ao ser questionado sobre a possibilidade de apoio antecipado a uma candidatura presidencial, antes do prazo final para formação das chapas, Roma confirmou que esse cenário pode ocorrer. “É possível. Cabe lembrar que a eleição foi muito antecipada esse ano. O prazo de 4 de abril, no qual nós já manifestamos e anunciamos uma chapa de pré-candidatos, na verdade era um período crucial para a filiação dos partidários. Mas a definição formal, burocrática, se dá no final de julho, quando se encerram as convenções partidárias”, disse.
O ex-ministro também avaliou que o cenário político ainda está em aberto e pode passar por alterações até o início do segundo semestre. “Como nós temos esse prazo político de convenções partidárias até o final de julho, acredito inclusive que muita coisa pode mudar ainda. Tem movimentos de pessoas que defendem que Zema seja o vice de Flávio, existem movimentos do próprio Partido União Brasil e progressistas para uma possível coligação”, disse aos apresentadores Maurício Leiro e Rebeca Menezes.
Roma ainda manifestou apoio ao nome de Flávio Bolsonaro como opção para a Presidência da República. “Flávio Bolsonaro que até então estava bem preservado do debate político, está diminuindo a rejeição dele aumentando a aceitação e ele acho que a candidatura tende a ser realmente a antagônica”, completou.
Na mesma entrevista, o presidente do PL na Bahia comentou o processo de formação da chapa proporcional do partido para as eleições de outubro. Segundo ele, a disputa interna por espaço entre os integrantes é comum dentro das legendas. Ele destacou que a concorrência entre os próprios filiados gera desconfortos, mas está relacionada à forma como cada candidato atua politicamente e busca votos. Ao projetar o desempenho eleitoral do partido, Roma indicou a expectativa de eleger quatro deputados federais e ao menos seis estaduais.
“Sempre dá confusão, a política, e especialmente a partidária, pressupõe a disputa por espaços, cada um tem a sua forma de exercer o mandato e a forma de pedir seu voto. Isso cria um desconforto, uma certa competitividade. O PL é o maior partido do Brasil, detém quase 20% de todo tempo de rádio e TV de todo Brasil”, afirmou.
“Aqui na Bahia temos 39 cadeiras de deputado federal e na última eleição apenas três foram ocupados por deputados do PL. Nessa eleição devemos chegar a quatro cadeiras para deputado federal”, emendou.
O dirigente também citou a formação da chapa estadual e a incorporação de novos nomes à sigla, incluindo parlamentares com mandato. “Na Assembleia Legislativa tivemos a chegada de alguns parlamentares como Samuel Júnior, deputado na casa de 100 mil votos, e o deputado Paulo Câmara, que ficou como suplente na última eleição, mas é um deputado muito atuante, eu conheço ele desde quando foi candidato pela primeira vez a vereador em Salvador”, completou.