Pré-candidato ao Senado pela Bahia, o ex-ministro da Cidadania João Roma (PL) afirmou que não haverá imposição do seu partido para que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) apoie uma eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Giro Baiana, da Rádio Baiana FM (89,3), ontem.
Presidente do PL na Bahia, Roma minimizou a pressão de setores da direita por um alinhamento mais explícito de Neto com o grupo bolsonarista e destacou a amplitude da aliança construída pelo ex-prefeito no estado. “ACM Neto conseguiu, com a ajuda de todos nós, construir um palanque amplo na Bahia, o que nem a esquerda conseguiu. Eu sinceramente não acredito que integrantes da direita vão votar no PT. É óbvio que vamos defender o nome de Flávio, mas o próprio Flávio entende a circunstância da Bahia e é fundamental entender que ACM Neto integrou forças como o Novo e como o DC. Então é um palanque amplo que agrega a todos”, afirmou.
Roma também rebateu críticas de que Neto estaria indefinido politicamente. “ACM Neto já declarou em 22 de dezembro do ano passado em Porto Seguro que estaria ao lado de quem não estivesse com o PT. Então é bem diferente de estar em cima do muro. Na Bahia nós estamos num palanque amplo e isso vai ser fundamental para mudar a Bahia e mudar o Brasil. Não vejo motivo para espanto aqui na Bahia, porque isso acontece em muitos lugares”, acrescentou.
Durante a entrevista, o ex-ministro fez duras críticas ao ex-governador Rui Costa (PT), a quem acusou de agir contra o senador Jaques Wagner dentro do próprio partido. “Os próprios coleguinhas dele do PT reclamaram e disseram que isso aí era para atacar Wagner, a mesma pessoa que tirou ele quando tinha aquele óculos fundo de garrafa lá na Câmara de Salvador, quando ele não conseguiu se eleger e tudo mais. Wagner puxou ele, deu emprego para ele, que é o que ele gosta. Adora o emprego o Rui Costa. Deu emprego para ele para ir para o governo do Estado da Bahia. Depois elegeu ele governador”, declarou.
Roma ainda questionou a atuação de Rui à frente da Casa Civil e criticou medidas adotadas durante sua gestão. “Saiu, aliás, na revista Veja, o Rui Costa dizendo que o PT não tem que tratar o tema do Lula Livre. Que amigo da onça é esse? Agora, quando convém a ele, que ficou aí oito anos hospedado do Palácio de Ondina, e quando saiu, o que é que deu pra gente, pessoal? O que é que deu pra cada baiano? Uma canetada pra aumentar imposto pra todo mundo”, disse.
O pré-candidato também voltou a negar qualquer irregularidade envolvendo o Banco Master. Convocado inicialmente para depor na CPI do Crime Organizado no Senado, Roma afirmou que mantém relação pessoal com o ex-CEO Augusto Lima, mas sem vínculos comerciais. “Não escondo minhas amizades. Sou amigo de Augusto Lima e de Flávia Arruda, que também foi ministra, mas nunca fiz negócio diferente do governo do estado que fez, mas isso não é motivo de fazer tempestade. O que me impressiona é o seguinte, nunca houve nenhum ato enquanto eu fui ministro que beneficiasse nenhum o Banco Master ne nenhuma outra instituição financeira”, argumentou.