O deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) perdeu a disputa para o colega de Casa, Odair Cunha (PT-MG), para a indicação ao cargo vago de conselheiro do Tribunal de Contas da União (TCU). A decisão foi tomada na noite de terça-feira, 14.
Em votação secreta, o petista recebeu 303 votos contra 96 de Elmar. Agora, o nome do escolhido vira um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que precisa ser aprovado em votação no Senado.
Ao todo, eram cinco os candidatos:
O PL e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tentaram articular uma candidatura única para se opor ao indicado do PT, que já era favorito ao cargo e contava com o apoio de 11 partidos e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Inicialmente, a indicada da sigla para a vaga era a deputada Soraya Santos (RJ). No entanto, a candidatura foi retirada já durante a votação em plenário para que os votos da bancada fossem transferidos para Elmar Nascimento.
O entendimento do bloco era o de que o baiano tinha mais chance contra o petista. No entanto, o resultado final acabou não sendo o esperado.
A vaga no TCU é estratégica, uma vez que o órgão é o responsável por fiscalizar as contas do Poder Executivo e auxiliar o Congresso no controle externo da administração pública.
O cargo de ministro da Corte de Contas é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos, e oferece o mesmo patamar salarial e prerrogativas de um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O TCU é formado por 9 ministros. Dentre os integrantes, 3 são indicados pelo presidente da República e 6 pelo Congresso. A vaga deixada por Aroldo Cedraz, que se aposentou, faz parte da cota da Câmara.