A janela agrícola na região de Feira de Santana foi aberta na semana passada, período ideal para o plantio de milho e feijão, quando oficialmente é iniciado o período das chuvas – que se estende até agosto.
As sementes de feijão e milho, compradas pela Prefeitura de Feira de Santana, já estão sendo levadas para as associações dos agricultores, que serão responsáveis pela distribuição.
O agrônomo da Seagri, Joedilson Freitas, explica que as chuvas na região começam a cair em abril, com maior índice pluviométrico em maio. “São culturas que precisam de água no plantio e na floração”.
As chuvas que caíram na região nas últimas semanas deixaram o solo úmido o suficiente para favorecer o preparo dos terrenos para o plantio da safra. O ciclo para a colheita de milho e feijão é de três meses.
Diz que o atraso acentuado no plantio pode prejudicar o desenvolvimento ou o aparecimento de pragas nas lavouras, principalmente se as culturas não forem colhidas antes dos meses mais frios.
No ano passado, em maio, foi registrado o recorde de 187 milímetros, mais de duas vezes maior do que a média histórica para o mês.
Entretanto, diz o agrônomo, os associados conhecem mais profundamente as variações climáticas das regiões onde moram e decidirão o período ideal para a distribuição das sementes.
Além do feijão e milho, culturas de ciclos curtos, a zona rural de Feira de Santana também produz mandioca, que é transformada em farinha e derivados.