A celebração do Dia de São José, nesta terça-feira (19), renova a esperança dos trabalhadores rurais de Feira de Santana por um inverno com chuvas regulares e uma safra produtiva. A data, tradicionalmente ligada ao início do plantio no sertão, mobiliza agricultores que unem fé e expectativa diante das condições climáticas.
Segundo Adriana Lima, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e da Agricultura Familiar de Feira de Santana (Sintraf), o município vive atualmente o fenômeno conhecido como “seca verde”. Apesar das chuvas recentes, que deixaram a vegetação predominante em todos os distritos, ainda não há garantia de regularidade hídrica suficiente para assegurar uma boa produção. “Estamos vivendo uma seca verde. Houve chuva em nosso município e o verde prevalece em todos os distritos, mas foi uma chuva de verão. Por isso, temos uma grande expectativa de termos um bom inverno”, destacou.
A líder sindical ressaltou ainda o simbolismo do Dia de São José para os agricultores. Considerado padroeiro das famílias e patrono da agricultura, o santo representa fé e esperança para quem depende da terra “Hoje é um dia em que nos reunimos para fazer o apelo a São José, para que ele interceda junto a Jesus e essa graça aconteça no meio rural. Queremos um inverno muito bom, com chuva suficiente para plantar, crescer e garantir bons frutos”, afirmou.
Além da tradição religiosa, as previsões meteorológicas também contribuem para o otimismo no campo. De acordo com Adriana Lima, estudos apontam para a possibilidade de chuvas intensas no município, o que reforça a confiança dos agricultores. “As previsões indicam chuvas mais intensas, e isso aumenta nossa esperança, nossa fé e expectativa de uma colheita muito boa”, disse.
Para os trabalhadores rurais, a chegada de um inverno regular representa mais do que boas colheitas: é a garantia de sustento das famílias que vivem da agricultura familiar. Nesse contexto, a fé e a esperança seguem como pilares fundamentais. “Vivemos da agricultura familiar, tiramos o nosso sustento da propriedade. Esse é um momento de fortalecer nossa fé e acreditar que teremos uma boa colheita. É isso que nos alimenta”, concluiu.