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Bahia já teve superchapa dos governadores vencedora; relembre ousadia que deu certo
Jerônimo., Rui e Wagner tentam repetir feito histórico de ACM e aliados
06/02/2026 07h53 Atualizada há 3 horas
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Antônio Carlos Magalhães, Paulo Souto e César Borges - Foto Divulgação | Secom

Dentro do grupo governista, a ideia da 'superchapa' de governadores petistas, encabeçada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), e pelo senador Jaques Wagner (PT), é tida como 'imbatível' nas urnas. Essa será a segunda vez que a política baiana verá algo parecido.

A primeira experiência, em 2002, foi bem sucedida nas urnas. O trio formado por Antônio Carlos Magalhães, César Borges e Paulo Souto, todos do antigo PFL, conseguiu se eleger para as duas cadeiras do Senado e para o Palácio de Ondina.

Escândalo do painel

O senador Antônio Carlos Magalhães (PFL), eleito em 1994 para o cargo, foi pivô de um escândalos às vésperas do início do processo de montagem da chapa, em 2001.

No ano anterior, em 2000, ACM violou o painel de votação do Senado durante a votação do processo de cassação de Luiz Estevão. O senador acabou se tornando alvo do Conselho de Ética da Casa.

Em maio de 2001, Antônio Carlos Magalhães preferiu renunciar ao cargo para não ter seu mandato cassado, deixando seu suplente e filho, Antônio Carlos Magalhães Júnior (PFL), efetivado no cargo.

Já em 2002, ACM resolveu se candidatar novamente ao Senado para retornar ao Congresso Nacional.

Governador renuncia

Sem poder concorrer à reeleição como governador, uma vez que já havia assumido com a renúncia do então titular Paulo Souto, em 1998, antes de ser eleito, César Borges (PFL) também deixou o mandato em abril de 2002, com a pretensão de também ser candidato ao Senado, ao lado de ACM.

No seu lugar, ficou Otto Alencar, até então seu vice, permanecendo como governador até dezembro do mesmo ano.

O retorno de Paulo Souto

Governador entre 1995 e 1998, ano em que foi eleito senador, Paulo Souto (PFL) decidiu voltar ao executivo estadual na metade do mandato no Congresso Nacional, consolidando sua candidatura ao governo do estado pela segunda vez.

Paulo Souto contou com Eraldo Tinoco, também do PFL, como vice na sua chapa. Nas urnas, o 'liberal' teve o deputado federal Jaques Wagner (PT), que lhe derrotaria em 2006, como principal adversário.

Resultado nas urnas

Apesar da disputa acirrada, diferente dos anos anteriores, Paulo Souto foi eleito ainda no primeiro turno, com 53.69% dos votos, enquanto Wagner teve 38.47%.

No Senado, a dobradinha entre ACM e César Borges deu certo. Os dois foram eleitos com certa folga na disputa que teve nomes como Waldir Pires (PT), Haroldo Lima (PCdoB) e João Durval (PDT).

Quem o trio apoiou para o Planalto?

Diferente de 1994 e 1998, quando o PFL consolidou uma aliança com o PSDB, nas candidaturas de Fernando Henrique Cardoso, não apoiou oficialmente nenhum dos candidatos ao Planalto.

Informalmente, no entanto, o PFL baiano caminhou ao lado de Ciro Gomes (PPS) no primeiro turno. No segundo turno, o núcleo baiano da 'Frente Liberal', liderado por ACM, surpreendeu ao optar por apoiar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa contra o ex-ministro José Serra (PSDB).

"Pretendo dar o meu voto ao Lula. O que não me impediria de fazer oposição ao Lula passada a eleição, salvo nos projetos que julgue de interesse nacional", disse Antônio Carlos Magalhães. 

Superchapa petista

Jerônimo Rodrigues, Jaques Wagner e Rui Costa devem anunciar, já nas próximas semanas, a chamada 'superchapa' petista, repetindo a estratégia do grupo carlista após 24 anos. Essa será a primeira vez que o grupo, que governa a Bahia desde 2007, ocupará todos os principais postos da majoritária.

Veja a chapa:

Jerônimo Rodrigues (PT) - governador entre 2023 e 2026

Rui Costa (PT) - governador entre 2015 e 2022

Jaques Wagner (PT) - governador entre 2007 e 2014