Bahia Berçário de baleias
Paraíso berçário de baleias na Bahia busca título de Patrimônio Mundial Natural da Unesco
Candidatura do santuário marinho reforça a Bahia como destino ecológico global
05/02/2026 07h00
Por: Mayara Nayllanne
Foto: Milton Marcondes/Divulgação Projeto Baleia Jubarte

O Governo Federal oficializou na última quinta-feira (29.02) a candidatura do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, localizado no litoral do extremo-sul da Bahia, ao título de Patrimônio Mundial Natural da Unesco. O dossiê de candidatura foi entregue à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, visando o reconhecimento do local como área de valor excepcional para a humanidade.

A análise técnica será conduzida por órgãos consultivos da entidade internacional, com a decisão final prevista para ser anunciada em julho de 2027.

Berçário das jubartes

Fundado em 1983, Abrolhos foi a primeira unidade de conservação marinha do Brasil. O arquipélago integra o maior complexo de recifes de corais do Atlântico Sul e é famoso pelos chapeirões, formações de corais exclusivas da região que se desenvolveram ao longo dos últimos 8 mil anos.

Além da geologia singular, o parque é o principal berçário de baleias-jubarte no país. As baleias migram da Antártida em busca das águas quentes e protegidas do estado da Bahia para os processos de reprodução e amamentação dos filhotes.

Articulação governamental

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), a proposta fortalece a imagem do Brasil no cenário de conservação ambiental. “A candidatura reafirma compromissos com a proteção de áreas vitais para espécies migratórias”, afirmou o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

Para a ministra Marina Silva, o reconhecimento internacional de Abrolhos posicionaria os ecossistemas marinhos brasileiros em um patamar de relevância global compatível com sua biodiversidade. Atualmente, o Brasil possui 32 locais reconhecidos pela Unesco, incluindo os recentes Lençóis Maranhenses e o Cânion do Peruaçu.

A articulação para o título envolveu o trabalho conjunto entre ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) com apoio técnico da ONG WWF-Brasil e do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio).