O governador Jerônimo Rodrigues anunciou ontem um novo conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública na Bahia. O plano inclui a ampliação do efetivo policial, modernização de estruturas, uso de novas tecnologias e ações voltadas à cultura de paz. Desde 2023, o Estado já destinou mais de R$ 1 bilhão para o setor.
Entre as iniciativas estão concursos com 750 vagas para a Polícia Civil, a convocação de 85 oficiais da Polícia Militar, 41 do Corpo de Bombeiros e 153 policiais penais, além da entrada em serviço de dois mil novos PMs até o fim do ano e o chamamento de 600 reservistas. Também estão previstas 500 novas viaturas até dezembro de 2025, a construção de 66 unidades operacionais e a ampliação de 1.756 vagas no sistema prisional.
“Estamos seguindo com seriedade e compromisso para garantir mais segurança à população. Esses investimentos fortalecem o trabalho das polícias, melhoram as condições de quem atua na linha de frente e ampliam a nossa capacidade de prevenção e resposta. Segurança se faz com estrutura, inteligência e também com inclusão”, afirmou Jerônimo Rodrigues.
O pacote contempla ainda o Programa de Policiamento Orientado pela Inteligência, a criação de um novo Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da PM e a construção da nova sede do Departamento de Polícia Técnica. Também serão adquiridos drones para monitoramento de grandes eventos e equipamentos de perícia para análise de adulteração de combustíveis e bebidas.
De acordo com o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, as medidas reforçam a integração das forças e o compromisso com a eficiência. “A Bahia está consolidando um novo patamar de estrutura e eficiência na segurança pública. Estamos investindo na ampliação do efetivo, na formação de novos profissionais e em tecnologia”, destacou.
Sem citar diretamente a megaoperação no Rio de Janeiro, Jerônimo afirmou que é preciso “evitar emitir opinião para agradar alguns ou fazer campanha antecipada”. Segundo ele, o país deve buscar soluções conjuntas. “O Estado não pode ser um estado matador. O Estado tem que mediar”, disse.
O governador ainda ressaltou que “a força presente do Estado não pode ser só a polícia” e que é necessário “olhar pela comunidade, respeitar escolas, creches, UBS, igrejas e quadras”. Ele lembrou a Operação Primus, que mirou as finanças do tráfico, e reforçou a necessidade de atacar o crime na sua origem. “Quem paga a conta é a comunidade, são os nossos filhos negros, a nossa juventude”, concluiu.