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CPI do Crime Organizado vai ter Wagner e Otto. É um bom abacaxi
Bom lembrar a questão, já que, para além da operação no Rio, a mais letal, a sensação generalizada é a de que a cada dia a situação, que já é muito ruim, piora.
01/11/2025 07h59 Atualizada há 3 meses
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde / Levi Vasconcelos
Wagner é um dos integrantes da CPI do crime organizado - Foto: Lula Marques | Agência Brasil

Ditamos cientistas políticos que os três mais sagrados papéis de Estado são, pela ordem, segurança, saúde e educação. Eis a questão: sem segurança, os outros simplesmente sucumbem.

Bom lembrar a questão, já que, para além da operação no Rio, a mais letal, a sensação generalizada é a de que a cada dia a situação, que já é muito ruim, piora.

Claro que a direita, que por princípio acha que isso se resolve na bala, tenta politizar a questão. A esquerda entende que é mais embaixo. E é contra a polícia já chegar nos bairros populares atirando, por entender que neles mora muita gente pobre que acaba sendo confundida com os bandidos lá produzidos e infiltrados.

Os culpados

E de quem é a culpa? Dos políticos como um todo, que nunca sentaram para discutir o assunto a sério. Baixar as más estatísticas sempre exige ações complexas e caras para resultados a longo prazo.

Claro que tem os dois ingredientes, bala e educação. A bala para conter a onda que aí está, e a educação para criar novas alternativas para os garotos pobres de hoje.

O Senado acaba de instalar a CPI do Crime Organizado, com a participação dos senadores baianos Jaques Wagner e Otto Alencar. Os dois defendem o mesmo ponto de vista, segurança é um problema de abrangente interesse público. Oxalá consigam sucesso, mas é difícil. Pesquisa da AtlasIntel, realizada no Rio e divulgada ontem, mostra que a maior parte da população (62%) é a favor de mais operações como a de terça-feira.