Brasil Tentativa de golpe
PGR deve pedir condenação de Bolsonaro nesta segunda
Dossiê com alegações finais da ação penal devem ser encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal hoje.
14/07/2025 07h42
Por: Karoliny Dias Fonte: A Tarde
Ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Evaristo Sá/AFP

O pedido de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por liderar uma tentativa de golpe de Estado no país deve ser feito nesta segunda-feira, 14, pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Conforme apuração da CNN, o "dossiê", ou seja, os documentos sobre as alegações finais do "núcleo 1" da ação penal serão enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Essa é a etapa anterior ao julgamento de mérito pela Primeira Turma da Corte.

Em justificativa, PGR diz que já pode sugerir a pena que entende ser cabível a cada um dos réus, de acordo com os crimes que lhes são atribuídos.

Processo deve seguir os seguintes passos:

1.Envio ao relator do caso no STF, Alexandre de Moraes

2.Análise do relator - o ministro pode:

negar o pedido, se considerar que não há fundamentos, decidir pela prisão ou levar o pedido para julgamento colegiado (Turma ou Plenário).

3.Julgamento do pedido (se for o caso), o colegiado avalia se há:

requisitos para prisão preventiva ou se há flagrante de crime inafiançável, que permite prisão sem autorização prévia do Judiciário.

4.Decisão final: o tribunal decide se decreta a prisão, impõe medidas cautelares diversas da prisão (tornozeleira, proibição de contato, suspensão do mandato etc.) ou rejeita o pedido.

Bolsonaro lidera plano golpista

Jair Bolsonaro foi apontando com principal articulador do plano golpista, que também incluía o assassinato do presidente Lula (PT), do vice Geraldo Alckmin (PSB) e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Conforme o documento produzido pela Polícia Federal, o político “planejou, atuou e teve domínio de forma direta e efetiva" na trama.

A PF ainda aponta o ex-mandatário como o “líder” do grupo que pretendia realizar os atos na tentativa de abolir o Estado democrático de direito, "fato que não se consumou em razão de circunstâncias alheias à vontade de Bolsonaro", segundo o documento.

Somadas, as penas previstas em lei podem ultrapassar 40 anos de prisão, em regime inicial fechado. Contudo, há atenuantes ou agravantes que podem ser levadas em conta.