Ano passado Rui Costa, então governador, ligou para o prefeito de São Félix do Coribe, Chepa Ribeiro (PP):
— Amigo, saudade mata.
Resposta:
— E se eu for o remédio você está morto.
O caso deu intensa repercussão na boca da campanha de 2022, quando Chepa seguiu o amigo João Leão e ficou com ACM Neto.
Anteontem, Chepa voltou ao noticiário com ares bombásticos. A linha das manchetes em sites e afins: Prefeito de São Félix do Coribe é preso com armas e drogas.
Do jeito que foi posto, até ficou parecendo o caso de um bandido envolvido com o narcotráfico, mas Chepa diz que não é bem assim. Ele se acha vítima de perseguição política dos governos do PT.
Enredo
Ele conta que a operação da PF já é suspeita pela própria motivação, a compra de um terreno por R$ 300 mil que estaria superfaturada. Houve busca e apreensão. No meio, um revólver legalizado que ele comprou em mãos de um amigo e ainda não havia transferido.
— Na busca encontraram uma bituca de maconha. Depois vieram com mais dois potinhos com maconha. Eu disse que os potinhos eram meus, mas a maconha não.
Ele diz ser surpreendente a motivação da busca e apreensão, algo nunca visto. E também pelo volume da maconha: 10 gramas pesadas pela polícia.
— Tanto que a PF nem colocou maconha na denúncia. Eu, que fui quatro vezes eleito melhor prefeito da Bahia, fui o melhor do Nordeste, agora recebo essa.