Um sítio arqueológico foi identificado durante obras na região da Cidade Baixa, em Salvador. No local foram encontradas duas peças de artilharia que estavam soterradas e voltadas para o mar. Os objetos serão encaminhados para ações de curadoria e acondicionamento adequado em uma instituição de guarda que acompanhou a pesquisa arqueológica.
Após análises preliminares, acredita-se que os canhões sejam datados entre os séculos XVII e XVIII e compunham a linha de defesa da cidade de Salvador. As obras onde os objetos foram identificados são executadas pelo poder público municipal visando a requalificação da região da Conceição da Praia e Praça Irmãos Pereira. A área contém espessa camada de aterro, podendo atingir até 3,5 metros de profundidade.
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na Bahia (Iphan-BA) tem acompanhado e fiscalizado a correta preservação dos vestígios encontrados. É responsabilidade do Instituto fiscalizar obras e assegurar que as pesquisas arqueológicas sejam devidamente realizadas.
“Os achados são uma evidência material respaldada em iconografia da época, que materializa referências históricas da primeira capital do nosso país”, destaca o arqueólogo do Iphan-BA, Alexandre Colpas.
Pela localização, é provável que os canhões integrassem uma das linhas de defesa posicionada atrás do antigo Forte da Laje, hoje inexistente, e confundido por muitos com o Forte de São Marcelo. Informações prévias revelam que ao menos um dos canhões não se encontrava em sua posição original.