Além de lidar com a Polícia Federal na porta de sua residência, em Brasília (DF), nesta quarta-feira (3), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mais um motivo para se preocupar.
Segundo informações da coluna de Bela Megale, ele e a cúpula de seu partido foram avisados de que “está se fechando o cerco” em torno das investigações sobre o esquema das chamadas “rachadinhas” no gabinete do filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
De fato, nesta quinta (4) foi noticiado que um laudo do Laboratório de Tecnologia de Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) comprovou a incidência do crime de peculato no gabinete do vereador. As investigações concluíram que o chefe de gabinete Jorge Luiz Fernandes, considerado pelo filho “zero dois” de Bolsonaro como um segundo pai, recebeu R$ 2,014 milhões provenientes das contas de outros seis servidores.
O material levantado é apontado como “prova mais consistente” obtida pela 3ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada na investigação que apura a suspeita das rachadinhas no gabinete de Carlos Bolsonaro. A investigação apura atualmente se o vereador se beneficiou diretamente do desvio dos salários dos funcionários, e, portanto, também incorreria no crime de peculato.
De acordo com a coluna de Bela Megale, diante da situação, Bolsonaro tem relatado preocupação com o filho e figuras do PL avaliam a possibilidade de um eventual pedido de prisão de Carlos.