Saúde Monkeypox
Bahia confirma seis novos casos de varíola dos macacos e estado chega a 66 infectados pela doença
Pacientes são residentes de Salvador, Vitória da Conquista e Lauro de Freitas.
08/09/2022 09h07
Por: Karoliny Dias Fonte: G1 Bahia
Partícula do vírus da varíola dos macacos — Foto: SCIENCE PHOTO LIBRARY

A Bahia confirmou mais seis casos de "Monkeypox", doença conhecida como varíola dos macacos, nesta quarta-feira (7). Com isso, o estado chega a 66 pacientes infectados, de acordo com a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab).

Três dos novos infectados moram em Salvador, dois em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, e um em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana.

Os sintomas apresentados mais recorrentes são: febre, inchaço nos gânglios (adenomegalia), erupção cutânea, dor de cabeça (cefaleia) e nas costas. Confira abaixo os dados da doença no estado:

Casos confirmados da varíola dos macacos na Bahia

Salvador

47

Lauro de Freitas

3

Santo Antônio de Jesus

2

Cairu

1

Conceição do Jacuípe

1

Feira de Santana

1

Ilhéus

1

Itabela

1

Juazeiro

2

Maracás

1

Mutuípe

1

Teixeira de Freitas

1

Pé de Serra

1

Vitória da Conquista

2

Xique-Xique

1

Fonte: Sesab

Além dos confirmados, a Bahia tem 326 casos suspeitos notificados que aguardam diagnóstico laboratorial, segundo a Sesab.

O primeiro caso da Monkeypox no estado foi registrado no dia 13 de julho. Ela se assemelha à varíola humana, que foi erradicada em 1980. Os principais sintomas da doença são febre, dores de cabeça, musculares e nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão.

A infecção é autolimitada com sintomas que duram de duas a quatro semanas, geralmente dividida em dois períodos:

Invasão, que dura entre zero e cinco dias, com febre, cefaleia, mialgia, dor das costas e astenia intensa;

Erupção cutânea começa entre um e três dias após o aparecimento da febre. A erupção tem características clínicas semelhantes com varicela ou sífilis, com diferença na evolução uniforme das lesões.

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada. A transmissão pode ocorrer pelas seguintes formas:

Isolamento

Pacientes com suspeita da doença devem ficar em isolamento, em um local com boa ventilação natural. É recomendado que ambientes comuns, como banheiro e cozinha, fiquem com janelas abertas. Caso more com outras pessoas, deve-se usar a máscara cirúrgica bem ajustada, protegendo a boca e o nariz.

Além disso, é importante que o paciente lave as mãos várias vezes ao dia, preferencialmente com água e sabonete líquido. Se possível, deve usar toalhas de papel descartável para secá-las.

Quem estiver com suspeita também não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, pratos, copos, toalhas ou roupas de cama. Os itens só podem ser reutilizados após higienização.