Polícia Segurança Pública
Mandarino desafia críticos a provarem que a Bahia tem maior índice de violência do país
O titular da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) citou os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo como exemplos de gestões que estariam omitindo o número real de mortos em seus limites territoriais.
16/07/2022 09h42
Por: Karoliny Dias Fonte: Bahia Notícias
Foto: Reprodução / Blog Marcos Frahm

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Ricardo Mandarino, desafiou, nesta sexta-feira (15), os críticos do governo a provarem que o estado possui o maior índice de violência do país. Segundo ele, em entrevista ao Blog Marcos Frahm no município de Maracás, no Vale do Jiquiriçá, outros estados omitem números de mortes, enquanto a Bahia é transparente na divulgação de seus dados. 

“A Polícia é sempre criticada no Brasil inteiro, né? Porque as pessoas se valem de dados falsos ou mal-interpretados para criticar o índice de violência na Bahia. Eu desafio qualquer pessoa a provar que a Bahia tem o maior índice de criminalidade do país, isso não é verdade”, afirmou o secretário. 

O titular da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) citou os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo como exemplos de gestões que estariam omitindo o número real de mortos em seus limites territoriais. 

“Cada estado tem um critério de cálculo e há estados que não contam o número de mortes. Quando acontece um atrito em que morrem várias pessoas, eles contam como evento. Aquelas covas que descobriram no Rio e São Paulo, clandestinas, são mortos que não aparecem nas estatísticas. E a gente não tem isso aqui na Bahia”, disse Mandarino. 

Ainda conforme o titular da SSP-BA, que esteve em Maracás nesta sexta para a entrega da nova sede da Delegacia Territorial do município, o sistema que contabiliza números relacionados à violência precisaria ser uniformizado em todo o Brasil, para que seja possível dizer qual estado seria o mais violento. 

“Eu ouvi dizer outro dia que o PCC não estava mais matando. Estava dando sumiço nas pessoas e você não pode contabilizar como mortes. Então tem muita coisa que precisava ser uniformizada, para você dizer qual estado mais violento do país. Ninguém sabe, absolutamente ninguém”, finalizou Mandarino.